Campista, Felipe Gomes, foi prata nos 100 metros T11 para deficientes visuais

O Engenhão ficou de pé para homenagear o campista Felipe Gomes, que conquistou a medalha de prata na final dos 100 metros T11, para deficientes visuais. Ele chegou a liderar a prova, mas acabou perdendo a primeira colocação para o americano David Brown, que bateu o recorde olímpico. Felipe alcançou a marca de 11s08, sua melhor no ano, mas o tempo de Brown foi de 10s99.

"Acho que o mundo inteiro está evoluindo, mas a gente ainda está no terceiro dia da competição. O jogo não acabou. Ainda tem as outras provas. E acredito que o Brasil vai se sair bem. Agora é manter a mesma pegada, porque ainda tem o revezamento, os 400m e os 200m", disse logo após conquistar a medalha de prata.

Felipe Gomes é dono de um currículo invejável no atletismo paralímpico. Além da prata recente, tem uma medalha de ouro e uma de bronze conquistadas nos 200m e nos 100m T11 nos Jogos de Londres 2012, é o atual campeão mundial nos 200m T11 e ainda voltou do Parapan de Toronto 2015 com dois ouros (400m e 4x100m T11-13) e uma prata.

Os resultados de Felipe não vieram de graça. Seu trabalho começa cedo e tem várias etapas, desde o treino na pista até a academia e fisioterapia.

“De segunda a sábado eu acordo às 5h30, tomo um café da manhã light e vou para minha sessão da manhã. Levo 1h30 para chegar ao local de treinamento, pois pego três ônibus. Fico lá entre três e quatro horas. É exaustivo trabalhar na pista, mas eu adoro. A parte que eu mais gosto são os tiros curtos, de 10m, 20m e 30m até 150m”, conta Felipe.

Comentários