Árbitro de vídeo será testado offline no Campeonato Carioca de 2018

Enquanto a CBF promete o estabelecimento do árbitro de vídeo para as competições nacionais em 2018, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) trabalha com um prazo maior. A ideia é fazer o uso efetivo apenas em 2019, caso haja aprovação dos clubes. Neste ano, o projeto está pautado na atuação offline, sem interferência no jogo, funcionando apenas como treinamento para os árbitros.

Jorge Rabello, presidente da Comissão de Arbitragem de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (COAF-RJ), falou com a imprensa durante esta quinta-feira (4), no evento que marcou o lançamento da bola e uniformes de arbitragem que serão utilizados nas competições da temporada.

- A Federação de Futebol, já conversei com o presidente, embora seja offline, vai utilizar o árbitro de vídeo antes das finais da Taça Guanabara. Vamos fazer um workshop aqui, convidar vocês da mídia, chamar técnicos e capitães que queiram vir, e explicar um pouco do protocolo. Vamos mostrar uma série de vídeos do que está acontecendo ao redor do mundo. Eu entendo que 2019 seria a marca para iniciar online o árbitro de vídeo. Se eu estivesse na CBF, usaria 2018 como vamos fazer no Carioca, para testes offline.

Confira outros pontos abordados por Rabello:

Cautela na utilização
- Acho que seria extremamente prudente aprender. A palavra certa seria essa. Acreditem: é complexo. Vocês da mídia, o mundo do futebol, precisam entender o que o árbitro de vídeo vai fazer, quando vai poder intervir, em que situação. Vocês ainda não foram esclarecidos. A culpa não é de vocês. Vocês não foram informados.

Uso offline no Carioca de 2018
- Vai ser duro estar acompanhando uma partida e ter um lance onde o árbitro de vídeo puder intervir, mas não poderá, porque o que está acordado é uma fase de teste. Futebol é centenário, né? Um campeonatozinho offline, para quem já está sofrendo, compensa. Para 2019 tenho certeza que vamos convencer os dirigentes a colocar o árbitro de vídeo no  Campeonato Carioca.

Custos
- É difícil, porque tem o custo. Estimo o custo entre três milhões, três milhões e meio de reais. A CBF vai assumir o custo total (nas competições nacionais), mas a receita da CBF é uma e a da Federação do Rio é outra. Vai depender muito do caixa da Federação para saber como lidar. Se tivesse, não tenho dúvida que o presidente faria. Não existe ideia. Não conversei sobre isso. Não é uma área que eu tenha muito que me envolver. É do presidente com os clubes. O offline é uma maneira que tenho para convencê-los para o online em 2019.

Uso nas divisões inferiores
- Vai demorar muito ainda. Igualmente na Série B, C e D do Brasileiro. Vai ficar para uma fase bem mais à frente. São mais custos. Fala-se em 12 milhões na A, com mais uma divisão vai para 24. Falo com relação ao Brasileiro. Para você ver: eu não consigo nem colocar o adicional (nas divisões inferiores do Rio de Janeiro), que dirá o árbitro de vídeo. Olha que o adicional custa R$ 300.

Fonte: FutRio

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