Afonso Celso Pacheco, um tetra campeão brasileiro de ciclismo, sem apoio para seguir

São poucas as cidades no Brasil que possuem um tetra campeão brasileiro de ciclismo, Campos tem. Afonso Celso Pacheco, na categoria master C (acima de 50 anos), segue em sua rotina de vitórias por todo o país nas provas realizadas em sua categoria, mas elas não são baratas e Afonso mesmo com tantas conquistas não tem patrocínio e em apoio para seguir competindo. "As passagens estão muito caras, as despesas estão muito altas, e eu estou sem patrocínio" - assim resume Afonso, em seu atual momento de preparação para outras corridas.

A batalha pelo penta vai se tornando cada vez mais difícil a medida que as viagens, hospedagens e alimentação vão se tornando cada vez mais caras. Afonso continua na luta por patrocínios, e se prepara para os próximos compromissos: Maringá, no Paraná (dia 27 de maio) e Eusébio, Ceará (dia 2 de junho). 

Atualmente ele está na segunda colocação no ranking com 170 pontos, 25 a menos que o primeiro colocado, o catarinense Vilmar de Souza; mas diferentemente do rival que corre pela Associação Joinvillense de Ciclismo, Afonso recentemente perdeu a apoio da equipe na qual ele corria, dificultando ainda mais as coisas, no ranking, o nome dele aparece com um equipe avulsa, ou seja sem nenhuma equipe. Afonso é o único entre os 10 primeiros a não ter uma equipe para apoia-lo.

O reconhecimento de tantas medalhas, troféus e conquistas para Campos e região parece não existir, e Afonso vai aos poucos perdendo para um rival cruel e traiçoeiro, o desprezo e a falta de respeito aos ídolos da próproa cidade. Ele não desiste e espera por dias melhores e parceiros que queiram juntamente com ele conquistar mais que pódios, mas a felicidade de representar uma cidade e ouvir coisas boas sobre ela nos notíciarios. 


Pra variara mais conquistas
A imagem pode conter: Afonso Celso, sorrindo, em pé e textoO campista Afonso Celso Pacheco chegou no segundo lugar na categoria máster, na 68ª Prova de Primeiro de Maio, realizada no último feriado do Dia do Trabalhador, Parque Ecológico de Indaiatuba (SP). Essa é a segunda corrida mais importante de São Paulo, atrás apenas da tradicional Nove de Julho, que reuniu cerca de 600 atletas de vários estados do país.