Equipe feminina de vôlei de Campos, participa de competição master em Saquarema

Um grupo de 15 atletas, que já representou Campos em várias modalidades esportivas, resolveu se unir para formar uma equipe master de vôlei. O time feminino terá pela frente o primeiro desafio: participar do Campeonato Brasileiro de Vôlei, que vai acontecer no mês de novembro, no Centro de Treinamento da Federação Brasileira de Vôlei, em Saquarema. O evento conta com o apoio da Fundação Municipal de Esportes (FME), que cedeu o espaço do Centro Escola do Esporte (CEDE) do Alphaville para que a equipe faça os treinamentos.

— Quando a professora Cristiane Pires me chamou no início do ano passado, não sabia quanto isso mudaria minha vida. Meu corpo relembrou a época em que eu era atleta e praticava handebol, além da ginástica e do ballet. Treinamos toda quarta e sexta-feira, a partir das 19h, no CEDE do Alphaville. Quando as pessoas do nosso time dizem que não temos cobrança no nosso “tempo” de hoje, acho que temos sim. Estamos fazendo fisioterapia, musculação, dieta e avaliações diversas para sempre buscar o melhor resultado — destacou a professora e atleta master Márcia Laterça.
O retorno à quadra também mudou a vida da atleta Adina Siqueira, de 55 anos. “É incrível voltar a praticar vôlei porque acredito no esporte que faz bem à alma, não como "corpolatria", objetivando só o físico. Retornar às quadras depois de ter sido atleta há 23 anos é realmente gratificante e o mais incrível é reencontrar amigas. Essa é a magia do esporte”, explicou a professora.

A atleta Eliane Cortes, 63 anos, destacou que voltar à quadra está sendo importante para melhorar a condição física e mental e para uma maior mobilidade, além do prazer da convivência com as demais atletas.  "Mantive sempre contato com o esporte, mas com o treinamento senti a "chama da competição" acesa novamente", explicou a professora de educação física.
— Após 40 anos sem jogar vôlei, participar do campeonato brasileiro será muito gratificante. Além da parte física, tem o lado emocional e social onde você trabalha o corpo, a mente, reencontra amigos da adolescência e faz muitas amizades. Isto não tem preço — comentou a professora aposentada Beth Mayerhofer, de 55 anos.

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