Argentina x Islândia, pelo Grupo D da Copa do Mundo 2018: que Messi vamos ver na Rússia?


Chegou a hora, Argentina. Depois de uma inusitada reclusão, a seleção azul e branca começa a sonhar com o seu tricampeonato neste sábado (16), a partir das 10h (de Brasília), enfrentando a Islândia, que faz a sua estreia em Copas. Ambas integram o Grupo D, que conta também com Croácia e Nigéria, que se enfrentam às 16h também de sábado, na cidade de Kaliningrado.

É bom a Argentina não vacilar nesta partida de Moscou. Qualquer ponto deixado pelo caminho pode representar uma eliminação precoce, e ela não seria nenhuma surpresa para os argentinos. É impossível não olhar para o elétrico Jorge Sampaoli e não se lembrar de outro técnico dos mais inusitados, que de tão insólito acabou recebendo o apelido de “Loco”. Estamos falando de Marcelo Bielsa, o treinador que naufragou com o país no Mundial de 2002, quando a Argentina caiu fora logo na primeira fase em um grupo que contava com Suécia, Inglaterra e Nigéria.

RISCOS ENORMES
A Argentina realmente brincou com a sorte na preparação para esta Copa do Mundo. Um dado é forte o suficiente para mostrar como o time de Jorge Sampaoli está em maus lençóis: o treinador assumiu o cargo há apenas um ano, e teve uma turbulenta classificação nas Eliminatórias, dirigindo a equipe em quatro partidas e só ganhando uma, contra o Equador, o 3×1 que levou a Argentina para a Copa e que contou com a providencial ajuda de se ver os equatorianos já bastante desanimados pelo fato de não ter mais nada a fazer na competição.

Sampaoli não é uma unanimidade nem entre os jogadores e nem entre os jornalistas argentinos. Tanto que uma rádio de Buenos Aires fez uma agressiva brincadeira com ele nesta semana, sugerindo que o técnico fosse para a Espanha para ocupar o lugar do demitido Julen Lopetegui. Os próprios atletas o veem com uma certa desconfiança por achá-lo excêntrico demais, com atitudes que chegam até mesmo a resvalar na insanidade, como fazer greve de fome nos dias dos jogos para demonstrar aos atletas que ele está comprometido até as últimas consequências com a equipe.

Equipe que, aliás, está sem ritmo de jogo, tendo como último amistoso relevante o 6×1 sofrido pela Espanha em março, em Madri. Há muitos jogadores que acabaram de se recuperar de lesão, e a Argentina, vale sempre destacar, é a mais velha das 32 seleções desta Copa. Sampaoli já sinalizou que vai levar a campo a seguinte formação: o goleiro será Caballero, que vai contar com Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico como defensores. Aí já vemos dois problemas. Salvio não é lateral-direito de origem, jogando quase como ponta, e Rojo é um ala-esquerdo, e não um zagueiro.

O meio-campo defensivo é formado por Biglia e Mascherano, lentos e avariados – no caso de Biglia, por uma lesão na lombar que pode tirá-lo de campo com qualquer choque mais ríspido. O ataque argentino tem, na criação e na definição, os seguintes jogadores: Messi, Meza, Di María e Agüero, com Higuaín surgindo como uma competente opção do banco de reservas.

É um time forte, sem dúvida, mas com sérias limitações defensivas.

ISLÂNDIA PRECISA ACORDAR
País de meros 300 mil habitantes, a Islândia vai viver um final de semana histórico: é a sua primeira participação na Copa do Mundo, e o pequenino país europeu vai ter a chance de estrear exatamente contra um dos maiores jogadores de todos os tempos, caso de Lionel Messi.

A vaga nas Eliminatórias veio sem sustos, sem precisar sequer da Repescagem, mas o momento da seleção é bem aquém daquele que viveu no classificatório e na Eurocopa, quando avançou às quartas, eliminando inclusive a Inglaterra. A Islândia, porém, soma três derrotas (Peru, México e Noruega) e um empate (1×1 com Gana) nos amistosos mais recentes. Resta ver qual será a capacidade da equipe neste sábado que será tão especial para o país.

PALPITE
A Argentina tem grandes possibilidades de vencer, mas que ninguém imagine que vai ser fácil. Vamos no 2×1, daqueles dramáticos como um tango. E para você? Como será este Argentina x Islândia que promete esquentar o sábado?

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