Cabeça-de-chave do Grupo H, Polônia estreia na Copa do Mundo enfrentando o Senegal


Nesta terça-feira (19), ao meio-dia (horário de Brasília), a Polônia, cabeça-de-chave do Grupo H, voltará a disputar uma partida de Copa do Mundo após 12 anos. O adversário será o Senegal, que em sua única participação na principal competição do futebol mundial, em 2002, realizou uma campanha surpreendente, avançando até as quartas-de-final.

Com sua melhor geração nas últimas décadas, as Águias Brancas esperam repetir o sucesso dos anos 70 e início dos 80, quando foram duas vezes semifinalistas e conquistaram uma medalha de ouro e outra de prata nas Olimpíadas. A meta dos africanos não é menos ambiciosa. Seu treinador, o ex-zagueiro Aliou Cissé, deixando a modéstia de lado, acredita que o time tem condições de brigar pelo título.

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POLÔNIA BRILHOU NAS ELIMINATÓRIAS
A presença da seleção polonesa no pote 1, que habitualmente reúne as equipes de maior tradição, chamou a atenção no sorteio dos grupos para a Copa do Mundo da Rússia. A verdade, porém, é que sem muita badalação, a seleção do leste europeu deu um salto no ranking da Fifa nos últimos anos, e atualmente é a sétima colocada, à frente de países campeões mundiais, como França, Espanha, Inglaterra e Uruguai.

Grande parte deste sucesso se deve à sua excelente campanha nas Eliminatórias da Europa. A Polônia sacramentou a classificação para o Mundial como líder do Grupo E, que tinha ainda Dinamarca, Montenegro, Romênia, Armênia e Cazaquistão, com oito vitórias, um empate e uma derrota, 28 gols marcados e 14 sofridos. Na última Eurocopa, o time realizou a melhor campanha de sua história, sendo eliminado nas quartas-de-final por Portugal, que acabou ficando com o título.

O grande trunfo da Polônia está no ataque. Robert Lewandowski, uma das principais estrelas do poderoso Bayern de Munique, foi o artilheiro das Eliminatórias, com 16 gols, e é tratado como um herói por seus compatriotas. Nele estão depositadas as maiores esperanças da torcida, mas aos 30 anos de idade, o atleta tem experiência o suficiente para não se deslumbrar em sua primeira Copa.

“Estamos nessa atmosfera da Copa do Mundo, mas o mais importante é o que acontece no campo. Se quisermos conquistar algo aqui, temos que jogar ainda melhor.”, declarou.

Quem pensa que o time polonês se resume ao seu artilheiro, no entanto, comete um grande equívoco. O plantel convocado pelo técnico Adam Nawałka conta com diversos outros jogadores acostumados a atuar no mais alto nível do futebol mundial, como o lateral Łukasz Piszczek, do Borussia Dortmund, o meia Jakub Błaszczykowsk, que joga pelo VfL Wolfsburg, e o atacante Milik, destaque do Napoli. O elenco conta até com um brasileiro naturalizado, o zagueiro Thiago Cionek, que após a Copa deverá assinar contrato com o Atlético Paranaense.

O time das Águias Brancas terá um importante desfalque nos dois primeiros jogos: o zagueiro Glik, do Mônaco, que formou uma respeitável dupla com Pazdan durante o período de preparação, estará fora de combate pelo menos até o jogo contra o Japão, pela última rodada da fase de grupos.

A Polônia disputou quatro amistosos em 2018, e o saldo foi favorável. Em março, o time foi derrotado pela Nigéria (1×0), mas em seus compromissos seguintes venceu a Coréia do Sul (3×2), empatou com o Chile (2×2), e goleou a Lituânia (4×0).

SENEGAL TEM EXPERIÊNCIA EM DERRUBAR FAVORITOS
A seleção senegalesa se espelha em seu próprio exemplo para tentar derrubar o favoritismo dos adversários. Em 2002, quando participou pela primeira vez da competição, a equipe africana estreou vencendo a França, então campeã mundial, e com a moral em alta, avançou até as quartas-de-final, quando sucumbiu diante da Turquia.

O time atual conta Sadio Mané, um dos destaques do Liverpool, vice-campeão da Champions League, além do zagueiro Koulibaly, do Napoli, e o atacante Keita Baldé, do Monaco. Os Leões de Teranga têm o elenco mais caro do Grupo H e de todo o futebol africano, com o valor estimado em R$ 1,4 bilhão.

Com um otimismo exagerado, o técnico Aliou Cissé, que foi zagueiro titular na campanha de 2002, demonstra total confiança em seus atletas, e acredita na possibilidade de brigar pelo título.

“Finalmente, estamos de volta. Logicamente, muitas comparações estão sendo feitas. Mas aquele time já criou a parte dele na história. Nós temos bons jogadores. Todos os 32 times têm a ambição de ganhar esta Copa do Mundo. Por que não Senegal?”, indaga.

Na trajetória até a Rússia, Senegal se saiu muito bem nas Eliminatórias africanas, e terminou na liderança do Grupo C, à frente de Burkina Faso, Cabo verde e África do Sul. Porém, deixou a desejar nos amistosos preparatórios, com empates contra Uzbequistão (1×1), Bósnia e Herzegovina (0x0) e Luxemburgo (0x0), derrota para a Croácia (2×1), e uma única vitória, diante da Coréia do Sul (2×0).

Às vésperas da estreia, a comissão técnica anunciou o corte do lateral Saliou Ciss, que se lesionou nos amistosos contra Luxemburgo. Para o seu lugar, foi chamado o também lateral Adama Mbengue.

Mesmo sendo uma zebra no Grupo H, Senegal é a seleção africana com mais potencial para fazer um bom papel na Rússia.

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES
Polônia: Szczesny; Piszczek, Bednarek, Pazdan e Rybus; Linetty, Krychowiak e Zielinski; Kuba, Grosicki e Lewandowski.

Senegal: Abdoulaye Diallo; Sanei, Koulibaly e Kara Mbodji; Sabaly, Gueye, Kouyaté e Ciss; Sadio Mané, Konaté e Moussa Sow.

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