Marrocos e Irã abrem grupo B como “coadjuvantes”


Caberá às seleções de Marrocos e Irã abrir a disputa do grupo B da Copa do Mundo da Rússia de 2018. O encontro será realizado nesta sexta-feira, 15 de junho, a partir das 12h (horário de Brasília) no estádio São Petersburgo, em São Petersburgo.

O desempenho recente do Marrocos
Os marroquinos defendem uma longa série invicta que dura mais de um ano. A derrota mais recente da equipe aconteceu em 10 de junho de 2017 contra Camarões (1 a 0) em jogo pelas eliminatórias da Copa das Nações Africanas. Desde então, o time realizou 18 partidas. Foram 13 vitórias e cinco derrotas.

É preciso levar em consideração na hora de fazer prognósticos que talvez visando inflar esses números e aumentar a confiança dos jogadores de torcedores, Marrocos enfrentou apenas uma seleção classificada para a Copa do Mundo da Rússia nos últimos cinco amistosos. Teve sucesso. Bateu a Sérvia por 2 a 1 na data de amistosos que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) estabeleceu para o final de março.

As quatro outras partidas foram com equipes que ficaram fora do Mundial. Os marroquinos derrotaram Uzbequistão (2 a 0), Eslováquia (2 a 1) e Estônia (3 a 1) e empataram com a Ucrânia (0 a 0).

A seleção marroquina nas eliminatórias
A seleção de Marrocos abriu sua participação nas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo da Rússia de 2018 já na segunda fase.  Em casa, fez 2 a 0 na equipe de Guiné Equatorial. No estádio rival, apenas administrou a vantagem. Perdeu por 1 a 0, mas avançou para a etapa decisiva.

Na terceira fase, garantiu de forma invicta a liderança do grupo C. Alcançou 12 pontos (três vitórias e três empates) deixando Costa do Marfim (oito), Gabão (seis) e Mali (quatro) fora do Mundial.

MARROCOS
São 20 anos desde a última participação em Copas. São também 20 anos em que o Marrocos não consegue ser protagonista no cenário continental. Tirando o vice na Copa Africana de Nações de 2004, com o então garoto Chamakh, foram oito edições sem passar da fase de grupos ou nem se classificar para o torneio. 2017 quebrou a longa sequência, ao superar Costa do Marfim e Togo, antes de cair para o Egito nas quartas. Já foi um avanço relevante e que pode ser creditado a Hervé Renard.

Munir El Kajoui; Achraf Hakimi, Saiss, Benatia e Dirar; Zieych, Boussoufa, El Ahmadi, Belhanda e N.Amrabat; Boutaib. (Técnico: Herve Renard)

Fique de olho nele: Hakim Ziyech é o destaque individual do momento. O meia recebeu o prêmio de melhor jogador do Ajax na temporada 2017/18 e foi o líder de assistências da Eredivisie. A escolha da função de Ziyech é o ponto de partida para o funcionamento coletivo da equipe. No Ajax, é o meio-campista pela esquerda no trio central. Na seleção, frequentemente é o ponta e muitas vezes na direita, com total liberdade para circular pelo campo, mas aberto no 4-3-3 ou 4-2-3-1.


A forma atual do Irã
Os iranianos adotara estratégia similar como preparação. Nas datas Fifa de março, começaram enfrentando uma equipe classificada para o Mundial. Perderam, por 1 a 0 para a Tunísia. Nos quatro amistosos seguintes, sendo três deles já na reta final de preparação para a Copa do Mundo da Rússia, apenas equipes que não conseguiram vaga. Assim, derrotaram Argélia (2 a 1), Uzbequistão (1 a 0) e Lituânia (1 a 0) e perderam para a Turquia (2 a 1).

Comandada pelo português Carlos Queiroz, que já anunciou que não seguirá no cargo após a Copa da Rússia, o Irã baseia toda sua estratégia em um forte sistema defensivo. Depois, de for possível, pensa em fazer gols. Dessa maneira a equipe foi a primeira a alcançar a classificação nas eliminatórias asiáticas.

A seleção iraniana nas eliminatórias
A equipe do Irã começou a disputa das eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo da Rússia de 2018 já na segunda fase. Passaram sem qualquer susto alcançando, de forma invicta, o primeiro lugar do grupo D. Chegou a 20 pontos (seis vitórias e dois empates) com 26 gols assinalados e três sofridos.

Na etapa três, novamente os iranianos garantiram o primeiro posto no grupo A e sem perder um jogo sequer. Com seis vitórias e quatro empates, acumularam 22 pontos e garantiram o lugar no Mundial. Marcaram dez gols e sofreram somente dois. Foi a melhor defesa entre as 12 seleções que participaram dessa fase.

Histórico dos confrontos entre Marrocos e Irã
Esta será a primeira partida envolvendo as seleções.

IRÃ
O Irã é a melhor seleção asiática nos últimos dois anos. Não apenas pelas recentes trocas de comando em Japão, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Austrália (que é da Ásia na distribuição da Fifa, vale lembrar), mas pelo trabalho desenvolvido por Carlos Queiroz desde 2011. Vazado em apenas quatro dos 18 jogos das eliminatórias, o Irã chegou a superar os 1100 minutos seguidos sem sofrer gols, atingindo o recorde de 12 partidas.

Beiranvand; Mohammadi, Montazeri, Pouraliganji e Rezaeian; Hajsafi, Ezatolahi e Shojaei; Taremi, Jahanbakhsh e Azmoun. (Técnico: Carlos Queiroz)



Fique de olho nele: a grande temporada de Alireza Jahanbakhsh faz dele um titular absoluto e possível estrela. Destaque na Eredivisie em gols (artilheiro, com 21) e assistências (terceiro, com 12), o jogador vira uma excelente notícia para uma seleção que tentará aproveitar cada transição ofensiva.