Felipe Conceição avalia trabalho como positivo e deixa futuro indefinido

Último sobrevivente do Rio de Janeiro na Série D do Campeonato Brasileiro, o Macaé caiu no primeiro confronto eliminatório que teve pela frente, contra o Novorizontino (SP). Na avaliação interna, ficou a sensação de que algo mais poderia ter sido conquistado. A lamentação, no entanto, não encontrou espaço. Pelo contrário: o sentimento é de satisfação.

O Alvianil chegou a ficar ameaçado de não participar da quarta divisão nacional. A equipe foi punida no Campeonato Carioca com a perda de 26 pontos pela escalação irregular do lateral-esquerdo Lucas Gabriel. Com isso, terminou na zona de queda para a Seletiva de 2019, o que compromete as receitas do próximo ano. Ainda assim, superou a dificuldade e foi a campo. Mesmo sem grande expectativa, foi o melhor representante do estado.

- Positivo, com certeza. A gente ficou até correndo risco de não disputar, devido a tudo que aconteceu com o clube. Mas conseguimos nos unir e formar um grupo competitivo. Enfrentamos uma equipe com investimento muito maior, estrutura muito maior e conseguimos jogar de igual para igual e até superior em alguns momentos da partida, como foi lá (em São Paulo) - avaliou o técnico Felipe Conceição.

- Fico feliz com os atletas, feliz com a campanha. Foi uma campanha honrosa. Conseguimos ao menos representar o Rio na segunda fase. Isso é bom para o clube e para o estado. Queria chegar mais longe, e acho até que tinha condições, mesmo com todas as dificuldades, mas futebol é isso. Eles foram lá no primeiro tempo e fizeram o gol, nós continuamos trabalhando até o fim. Teve pênalti, teve chance, mas a bola não entrou. Faz parte.


Futuro em aberto
O Macaé ainda possui mais um compromisso profissional em 2018: a Copa Rio. O torneio de mata-mata começa em julho, mas o Leão do Norte, que entra direto nas oitavas de final, só joga em 8 de agosto, contra o vencedor do confronto entre Duque de Caxias e Bela Vista. A sequência ou não do trabalho ainda será conversada, segundo Felipe Conceição.

- Agora é outro pensamento, virar a chave. Não tínhamos conversado. Estávamos focados na Série D, como tinha que ser. A partir de agora tem um mês e meio para planejar a Copa Rio. Vamos sentar e vamos ver.

Individualmente, evolução profissional
Felipe Conceição iniciou 2018 comandando o Botafogo, mas foi demitido após somente sete partidas. Quando muitos achavam que o melhor seria fazer uma pausa na carreira, o treinador topou o desafio de estar à frente do Macaé. Do ponto de vista individual, Felipe também fez uma análise positiva.

- Saio feliz porque fizemos uma boa campanha. Tivemos tempo de trabalhar, mostrar o trabalho e ajudar o clube. Num momento difícil, você vir, ajudar o clube, ajudar os atletas, isso foi o mais bacana. Como falei para algumas pessoas: é sequência de carreira. Quando se é novo assim, tem que mostrar trabalho aqui, ali, e vai mostrando, crescendo aos poucos e aprendendo também. O feedback dessa campanha é positivo, tanto para mim, quando para os atletas e para o clube. Representamos bem o clube e saímos de forma digna, contra uma grande equipe que com certeza vai brigar pelo acesso.

Fonte: FutRio

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