França e Austrália colocam juventude e experiência frente a frente


De um lado, a juventude de uma França que mesmo assim traz o favoritismo nessa Copa do Mundo. Do outro, a experiência da Austrália que entra na competição com desconfiança pela falta de reformulação. Neste sábado, as equipes ficam frente a frente na Arena Kazan, na estreia da Copa do Mundo da Rússia, às 7h (de Brasília).

Pelo time francês, a estrela Kylian Mbappé nem estava viva quando a seleção ganhou o título mundial em 1998, contra o Brasil. Dos 23 convocados, 17 estão fazendo sua estreia em Mundiais. Daqueles que devem entrar em campo, apenas o goleiro Lloris, o zagueiro Varane, o volante Pogba e o atacante Griezmann já tem essa experiência no currículo.

- Não é um risco, os jovens já estavam lá aos vinte e três anos. Eu já disse: quatorze jogadores não experimentaram uma grande competição. Se eu levá-los, acho que é bom para o time. Eles podem começar ou estar no banco. Se eles estão lá, é porque têm a qualidade de estar lá. Eles estão acostumados a jogar em grandes clubes. Eu não me importo com novos ou velhos. Estou interessado no grupo - analisou o técnico Didier Deschamps.

No time australiano tenta apagar a péssima campanha na Copa do Brasil, em 2014, quando repetiu seu pior desempenho na competição, igualando o torneio de 1974 e ficou em último lugar de seu grupo. E a equipe de Bert Van Marwijk tem o meia Tim Cahill, de 38 anos, um dos mais velhos neste ano. Ele, inclusive, caso faça um gol, vai bater um recorde que só Pelé e os alemães Uwe Seeler e Klose atingiram: fazer um gol em quatro Mundiais diferentes.

Cahill, no entanto, ainda é reserva nos Socceroos. Andrew Nabbout, 25 anos, deve ser o titular, com Rogic, também com 25, Kruse, de 29, e Leckie, 27, na parte da frente do meio-campo. O meia Daniel Arzani, de 19 anos, é uma das revelações do país e, ao lado de Mbappé, um dos mais novos dessa Copa.

– Vamos dar o nosso melhor. Será um jogo muito difícil e acreditamos muito em nossa equipe. Você não pode ir bem apenas 15, 20 ou 30 minutos. Temos que nos concentrar o tempo inteiro para não errarmos lances fáceis - disse Bert van Marwijk.

Talentosa, mas sem criar grandes alardes na imprensa. É assim que a França chega para a Copa do Mundo da Rússia em busca do bicampeonato. Sábado (16), bem cedinho, às 7h (horário de Brasília), os campeões de 1998 têm todos os fatores a favor para estrearem com o pé direito no Grupo C. O primeiro adversário é a Austrália na cidade de Kazan. Peru e Dinamarca completam a chave.

OLHO NOS LE BLEUS!
Um time que tem Antoine Griezmann, Kylian Mbappé, Paul Pogba e Thomas Lemar não pode ser esquecido em uma lista de favoritos ao título. Certo? Se bobear, os Le Bleus estrearão com um placar bem folgado. A seleção está bem encaixada, fez amistosos interessantes na preparação, tanto que derrotou a tetracampeã Itália por 3 a 1. Nas últimas 10 apresentações foram 6 resultados positivos, 1 negativo e 3 empates. Nada mal este retrospecto, não é mesmo? Vamos ver agora!

Não podemos esquecer outro fator interessante e que pode fazer a diferença nos momentos decisivos desta Copa é que a França foi vice-campeã em casa na Eurocopa de 2016 para a Portugal. A perda do título diante de seus torcedores certamente fez com que o time amadurecesse mais, ganhando uma “casca” para conseguir objetivos maiores.

TENTANDO ENCURTAR AS DISTÂNCIAS PARA OS RIVAIS
Todo mundo sabe que os principais esportes da Austrália são o rugby e cricket, mas mesmo assim, os Socceroos vêm diminuindo a distância entre outros países mais tradicionais do futebol. Exemplo disto é que alguns jogadores australianos jogam na Premier League – campeonato nacional mais disputado do planeta. O volante Mooy atua no Huddersfield, assim como goleiro Ryan, do Brighton. Já Jedinak defende o tradicionalíssimo Aston Villa. Todo este intercambio é fundamental e ajuda no crescimento de uma cultura futebolística, porém, não vejo os cangurus vencendo os franceses, não. E você, concorda?

RETROSPECTO DE FRANÇA X AUSTRÁLIA
Foram realizadas quatro partidas entre as seleções da Europa e da Oceania. Os franceses levam uma pequena vantagem por terem vencido duas vezes, enquanto que os australianos tiveram um triunfo, além de um empate. No último confronto, amistoso disputado em 2013, os Le Bleus venceram “somente” por 6 a 0. Giroud, que está convocado, balançou as redes rivais por duas vezes na ocasião.

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES
O técnico Didier Deschamps, ao que tudo indica, não terá problemas técnicos para montar a França. Mbappé parece estar bem, mostrando que a pancada que levou contra os Estados Unidos não é motivo de grande preocupação. Quem deve ir para o banco de reservas é Giroud, dando lugar para Dembelé.

Do outro lado, o meia Tim Cahill, de 38 anos, jogador mais vitorioso da Austrália, vai estrear no banco. Caso marque na Rússia, ele se igualará ao Pelé, tendo feito gols em quatro Mundiais de maneira seguida.

França: Lloris, Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernandez; Tolisso, Kanté e Pogba; Mbappé, Griezmann e Dembélé.

Austrália: Mathew Ryan; Risdon, Sainsbury, Degenek e Behich; Jedinak e Mooy; Kruse, Rogic e Leckie; Nabbout.

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