Campistas lamentam desclassificação brasileira na Copa do Mundo

Ao invés dos gestos largos que celebram o triunfo, semblantes tristes de resignação pela derrota. Eram estas as expressões de milhares de campistas que saíram de casa para assistir o jogo da seleção brasileira, diante da Bélgica, que terminou com a derrota do Brasil, por 2 a 1, e que sepultou os sonhos da equipe de Tite em avançar às semifinais e trazer o hexacampeonato mundial.

Um dos pontos de maior concentração foi a Pelinca, tradicional encontro para a comemoração das vitórias do time verde-amarelo. Desta vez, o clima era de lamúrias e tristeza com a derrota da seleção.

No Bar Antônio, onde a diretoria da Folha da Manhã novamente recebeu convidados para assistir o jogo, quando a bola começou a rolar, cada qual reagia de forma diferente. Uns, em contrição, roendo as unhas durante o primeiro tempo (enquanto o gol não saía), outros com gestos largos que expressavam apreensão e ansiedade no semblante.
— Faltou o gol para que chegássemos pelo menos ao empate. Houve muito toque de bola pro lado, faltou também objetividade. Agora, vamos partir para encarar a realidade do cotidiano. Acabou o circo, vamos correr atrás do pão — disse Esdras Pereira, colunista da Folha.

A empresária Silvana Naked admite que faltou mais raça ao time, especialmente no primeiro tempo.

— No primeiro tempo, eles jogaram com mais vontade e fizeram os gols, enquanto o Brasil assistiu eles jogarem. No segundo tempo, tentamos, mas o gol não saiu — afirmou.

Quanto a torcida para as semifinais, a preferência recai sobre a França, no confronto com os belgas. A professora Mariaurea Paes puxou o coro.

— Vou torcer pela França!—, admitiu.

A diretora-presidente da Folha, Diva Abreu Barbosa, reforça o coro.

— Não deu para o Brasil, faltou fazer pelo menos um gol no segundo tempo, mas a bola não quis entrar. Vou torcer também pela França — revelou.

Luis Felipe Gomes atribuiu à arbitragem a derrota brasileira na Rússia.

—O juiz prejudicou muito o Brasil. Foi pênalti, ele deixou de marcar — declarou.

Em alguns bares, outras empresas reservavam também mesas para seus funcionários e convidados. Em alguns, mesas foram colocadas na área externa para quem não conseguiu um lugar antecipado.

Fonte: Folha da Manhã

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