Goytacaz quer antecipar clássico da Seletiva por causa do fim de ano

A cidade de Campos terá como seu último grande evento em 2018 o eterno clássico Goyta-Cano, que é válido já para a Seletiva do Estadual de 2019. Como ela começa ainda antes do ano novo, o duelo entre os dois maiores clubes campistas terá seu espaço às vésperas do réveillon, mas a marcação do jogo para 29 de dezembro assusta o Goytacaz, que será mandante da partida e teme um esvaziamento da partida por conta das festas de fim de ano.

Em entrevista à Rádio Absoluta, nesta quarta-feira (03/10), o presidente Dartagnan Fernandes admitiu que pretende mudar a data do jogo, uma vez que o dia 29 será o último sábado de 2018, altura em que muitos campistas deixam a cidade para virar o ano em outras localidades, o que pode afastar os torcedores de um grande duelo, que vale vaga na elite do futebol estadual:

– Na realidade, o jogo está marcado para o dia 29, mas o Goytacaz vai solicitar a antecipação para dia 27, uma quinta, às 20 horas. Naturalmente, a Federação não deverá criar obstáculos porque dia 29 é uma data muito atípica, um sábado em que as famílias vão estar saindo da cidade rumo às praias da região, o que prejudicaria a renda do jogo. É antevéspera de ano novo e nos traria um prejuízo. Traremos um jogo para quinta à noite, com tudo cumprido dentro do regulamento, 10% de ingressos para o adversário. E vamos esperar um grande jogo, que vença o melhor.

O presidente do Goytacaz também falou sobre outros temas na entrevista, destacando a pré-temporada do Goytacaz, a formação da nova comissão técnica e críticas à fase preliminar do Carioca. Confira abaixo:

Goyta-Cano em TV aberta?
– Tenho quase certeza de que o SporTV estará presente ao jogo, será uma grande festa. Será importante agraciar o público de Campos, que não pôde assistir à decisão do ano passado, mas poderá ver um grande jogo neste ano.

Laudos para o Aryzão
– O LPCI vence no dia 22, mas estamos a caminho da renovação. Nos próximos 15 a 30 dias, estará renovado para o ano de 2019. Os outros lados estão vigentes e valem até o fim do ano que vem.

Primeiros reforços
– Iremos bater um papo no dia 10 para traçar um planejamento e possivelmente marcaremos a apresentação para o dia 25, tanto para os jogadores da casa quanto para novos contratados. O Flávio Lopes já está no mercado, entrando em contato com alguns jogadores. Já no dia 10, devemos anunciar os primeiros nomes.

Escolha por Athirson
– Nós precisamos pelo menos dar uma nova dinâmica ao futebol. O Goytacaz precisa se conscientizar de que é preciso montar uma comissão e um time forte, a Seletiva deste ano será muito mais difícil que a última. Dentro do nosso planejamento, temos que conseguir uma das duas vagas. Isso começa pela comissão técnica, fizemos algumas mudanças, mantivemos o Paulo Henrique, que foi um baluarte destes últimos dois anos, como supervisor do profissional e da base. Na realidade, a base é nossa matéria-prima "negociável". Tivemos uma dúvida entre trazer o Athirson e o Flávio, mas conseguimos entrar em um consenso e trazer os dois.

Divergências na negociação
– Não falo nem de corrente contra nem de corrente a favor. As divergências de pensamento em grupos de decisão sempre vão existir. Um prefere um, outro prefere outro, mas se deve chegar a um consenso para o bem-estar maior da entidade. E ninguém é maior que o Goytacaz, que sofre com esse tipo de divergência, que não durou muito tempo. houve um consenso geral entre os que achavam que o técnico devia ser o Flávio e os que achavam que devia ser o Athirson. E a presidência, junto com o Márcio Rocha, achou por bem agregar todos estes valores na mesma comissão técnica, de forma que ninguém saiu insatisfeito.

Novas críticas à Seletiva
– Temos uma situação muito delicada. Precisamos fazer um conjunto de ações para que não acabem com o Campeonato Carioca. A tendência, se passar o projeto que está na Comissão de Justiça do Congresso Nacional, criando as ligas nacionais, os campeonatos estaduais serão esvaziados e este é um receio muito grande de todas as Federações. Devemos fazer um debate para clarear tudo isso. A Seletiva é um processo relativo a um planejamento da TV de colocar 12 clubes em um campeonato que tem 16. Como tirar quatro de uma vez? Para não fazer isso, conforme o patrocinador quer, é preciso fazer uma primeira fase, que é essa famigerada Seletiva, para agradar o maior investidor, que é a Rede Globo de Televisão. É preciso haver essa conciliação, mas eu ainda entendo que existem projetos. Nós apresentamos, neste ano, a ideia de fazer duas chaves de oito times, na mesma planilha de datas que a Globo nos dá, de 17 ou 18 datas. É um estudo que deve ser feito, mas precisamos de unanimidade para mudar o regulamento que está aprovado.

Cair ou não cair: eis a questão
– Isso (correr o risco de ficar sem calendário para o resto do ano, mesmo sem cair para a Série B1) não é bom para ninguém. É, terminantemente, colocar o clube no CTI. Quero deixar bem claro aqui que eu levantei essa bandeira e continuo com essa luta, até que seja inserida a questão de abolir a Seletiva do futebol carioca. É preciso fazer um planejamento com 18 datas e um campeonato com 16 times: descendo os últimos de cada chave e subindo os dois melhores da segunda divisão.

Fonte: Rádio Absoluta e FutRio