O esporte nos projetos de Jair Bolsonaro e Wilson Witzel


Entre polêmicas e ataques, agressões e fake news que tomaram conta da campanha eleitoral, as propostas e entrevistas dos eleitos à presidência da República, Jair Bolsonaro e ao Governo do Estado, Wilson Witzel estão longe de contemplar uma política ambiciosa para o esporte.


Nas 81 páginas de seu programa, Bolsonaro destaca o esporte apenas quando fala sobre saúde e educação, mas não há quaisquer propostas específicas para a área.

Na parte em que aborda a prevenção de doenças, intitulada como “Prevenir é melhor e mais barato” em seu plano de governo, o candidato cita a integração do esporte com o programa Saúde da Família, mencionando a inclusão dos profissionais de Educação Física com o objetivo de ativar as academias ao ar livre como meio de combater o sedentarismo e a obesidade e suas graves consequências à população, assim como o AVC e infarto do miocárdio.


ESTADO DO RIO
Wilson Witzel (PSC) também fala de renegociações com o consórcio que adquiriu a concessão do estádio.

— Tudo para que possamos propor uma nova modalidade de PPP (parceria público-privada), rediscutindo a equação econômico-financeira e chamando para essa conversa, inclusive, as associações de clubes de futebol para que, em conjunto, encontremos uma solução — afirmou Witzel.

O candidato do PSC acrescenta que o Maracanã foi transformado numa lavanderia de corrupção dos últimos governos do Rio, “e que tem servido mais para shows e não eventos esportivos”.

Witzel prega “a criação de parcerias entre o governo com as federações, dentro da filosofia de que essas entidades são as mais capacitadas na promoção do desporto, ficando a Secretaria de Esportes e Lazer como responsável pelo apoio logístico e facilitação ao uso dos espaços e aparelhos públicos de práticas desportivas, além de eventual aporte financeiro para bolsas e patrocínios em prol de atletas e entidades, em especial do desporto olímpico e paraolímpico”.