Agora no Goyta, Adilson critica a Seletiva: "Não existe em lugar nenhum"

O Goytacaz terá mais um goleiro rodado para a disputa do próximo Campeonato Carioca. Antigo arqueiro do Friburguense e do Americano, Adilson foi um dos primeiros reforços do clube da Rua do Gás para a disputa da Seletiva, que começa no fim de dezembro. Ele se junta a Paulo Henrique, que está no clube desde 2017 e com quem brigará pelo posto de titular. Adilson tem experiência na disputa da primeira divisão do Campeonato Carioca, mas terá, pela primeira vez, uma Seletiva pela frente. E o arqueiro não gosta muito da ideia.

Embora já tenha passado pela oportunidade de jogá-la, quando defendeu o Americano e perdeu para o próprio Goytacaz o acesso, em 2017, o goleiro vê a etapa preliminar do Estadual com maus olhos. Afinal, a subida da Segundona deixou de ser direta, já que a Seletiva, mesmo sendo oficialmente parte da Série A, pode rebaixar o clube de volta ao nível inferior no mesmo ano, algo que não acontece em nenhum outro Estadual do Brasil.

– Na realidade, essa Seletiva não existe em lugar nenhum. Já disputei o Campeonato Paulista, o Paranaense, entre outros Estaduais, nunca vi isso. É a única Segundona que você consegue duas vagas e não disputa a primeira, sendo que no mesmo ano você pode cair para a segunda e cair para a terceira. Devia ser revista essa competição porque não beneficia nenhum clube que queira entrar no grupo dos 12. Acho que a Federação do Rio deveria repensar e dar mais apoio aos clubes pequenos – afirmou Adilson, à Rádio Absoluta, de Campos.

Em relação ao lado de dentro do campo, Adilson espera um clima de decisão a cada jogo da Seletiva, que será resumida a cinco rodadas. O goleiro pede atenção e foco a seus companheiros de Goyta, algo que ele garante já vir observando, mas que precisa ser mantido durante a sequência de jogos, exaltando também a experiência de novos jogadores contratados, que poderão ser bastante úteis em jogos importantes como os que se aproximam.

– Aqui a gente tem falado que são cinco finais, né? Não digo nem que é uma competição, digo que é um torneio. São cinco jogos e você não pode vacilar. É preciso estar sempre focado e empenhado no dia a dia do trabalho. Com esses reforços mais experientes, é lógico que conta muito. Queira ou não, têm uma certa bagagem nessa questão de cobrança de torcida, de comissão técnica, acabam não sentindo tanto quantos os meninos mais novos. Tenho certeza de que temos tudo para fazer uma grande competição – diz o goleiro, que comenta também a disputa de posição que terá com Paulo Henrique, titular absoluto há dois anos:

– A briga é sadia, a gente vive do futebol. O Paulo Henrique tem uma história maravilhosa no Goytacaz, já está aqui há dois anos e conhece cada passo do clube. Como estou chegando agora, preciso entrar nesse eixo para ajudar o Goytacaz a disputar o campeonato. Vamos todos dar o nosso melhor.

O Goyta folga neste fim de semana e volta aos treinos na próxima segunda (19). A estreia na Seletiva será diante do Nova Iguaçu, em 22 de dezembro.

Fonte: FutRio