Com meio de campo renovado, Brasil enfrenta o Uruguai em amistoso em Londres

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Muita gente argumenta que amistosos no semestre seguinte a uma Copa do Mundo são uma espécie de anticlímax, dada a distância para o próximo Mundial. Mas jogos assim podem ser um campo de testes, plantar sementes de transformações importantes. E no Brasil x Uruguai desta sexta-feira, às 18h (de Brasília), em Londres, como se não bastassem a tradição e a história do confronto, estarão no centro do campo jovens que podem moldar um novo estilo nos dois times.

Faz algum tempo que o meio-campo é o setor de menos fartura para o futebol brasileiro. Hoje, todos os olhares se direcionam para Arthur, o tipo de organizador de jogo que andou em falta no país. Atualmente no Barcelona, o meia de 22 anos ainda não foi confirmado como titular diante dos uruguaios. Disputa posição com Renato Augusto, em quem Tite confiava antes do Mundial, até viver uma oscilação técnica. Outra opção é Paulinho, um infiltrador na área mais do que um passador. Philippe Coutinho está machucado, assim como Casemiro, que dará lugar ao volante Walace, de 23 anos.

Arthur impõe adaptações na forma de jogar da seleção. Afinal, não tem tanta aproximação da área. Mas seu estilo peculiar dá ao time o toque curto, a manutenção da bola. Caso jogue ao lado de Renato Augusto, Tite terá que encontrar formas de dar à seleção mais presença na área. Ainda mais com a entrada de Firmino de centroavante. Ao contrário de Gabriel Jesus, ele é bem mais participativo.

Talento do outro lado
O Uruguai, que não terá sua dupla de zaga titular, formada por Godín e Giménez, vê florescer uma geração de meio-campistas talentosos. No Arsenal, Lucas Torreira, de 22 anos, impressiona pela dinâmica, desarme e bom passe. Além dele, Bentancur é titular da Juventus, ocupando uma posição mais adiantada. O técnico Oscar Tabárez conta, ainda, com Federico Valverde, 20 anos, reserva no Real Madrid. Sem falar em Arrascaeta, do Cruzeiro, este um meia-atacante. E Nandez, do Boca Juniors, liberado por causa das finais da Libertadores.

São jogadores que dão mais toque a uma seleção que se acostumou a um futebol mais direto, com bolas longas para explorar Suárez e Cavani. Agora, o time tenta migrar em seu estilo.

- Sabemos do poderio do Brasil e o poder do seus jogadores através do potencial individual e também do treinador (Tite). Espero que o jogo de amanhã (hoje) seja uma festa para todos - destacou o treinador da seleção uruguaia Óscar Tabárez.