Passeio Ecológico de Canoagem concluído em São João da Barra

O trajeto de 174 km do IX Passeio Ecológico de Canoagem nos rios Pomba e Paraíba do Sul foi concluído na noite de domingo, 18, com a chegada dos canoístas ao Pontal de Atafona. Os atletas, que saíram de Santo Antônio de Pádua na quinta-feira, 15, chegaram com a certeza do dever cumprido. 

Durante o percurso recolheram lixo dos rios, fizeram a soltura de alevinos e, em Barcelos, sexto distrito de São João da Barra, se uniram aos integrantes do projeto Capivara e plantaram mudas de árvores nas margens do Paraíba.
- O fundamento básico desta ação é a proteção dos rios Pomba e Paraíba, portanto, cumprimos o nosso propósito de alertar a população do entorno e aqueles que usufruem da natureza sobre a necessidade de preservação”, frisou Miguel Mulin, campeão brasileiro e presidente da Federação de Canoagem do Estado do Rio de Janeiro.
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Os canoístas, entre eles homens e mulheres, contaram com o apoio em terra dos familiares e voluntários, que ficaram responsáveis pela alimentação, transporte de caiaques (casos de danificação), e incentivo para a jornada.
Dos atletas participantes, o mais novo, Wanderley Júnior tem 17 anos; das mulheres, a veterana é Tereza Aragão, com 62 anos, e tem história no esporte, conquistando títulos como campeã sul-americana em 1989, além de ser cinco vezes campeã brasileira; do sexo masculino, o veterano é Nilton, popular “Judeu”, que completou todo o percurso de Santo Antônio de Pádua a Atafona, ganhando elogios entre os participantes.
O atleta paraolímpico Ademar Lugão, que também é medalhista da Federação, praticou o esporte quando criança, e voltou a praticar há 14 meses, após sofrer um acidente e amputar o membro inferior. “Este é o segundo ano que participo do Passeio Ecológico, vim de Curitiba e posso dizer que gosto bastante das paisagens locais. As pessoas da região têm que se interessar mais pela questão ambiental”, disse. 
O organizador do evento, praticante de canoagem de descida há 32 anos, vice-campeão brasileiro Júnior na Rússia, e campeão brasileiro por duas vezes, Guilherme Mulim comentou que, mesmo enfrentando fortes ventos no trecho São Fidélis-São João da Barra, e desgaste físico e mental, o desejo de completar a prova foi maior e conseguiram o objetivo. Fica a mensagem do nosso grupo: “Não faça dos nossos rios uma lixeira”, finalizou.