Al Ain vence Wellington nos pênaltis e vai às quartas do Mundial

O jogo de abertura do Mundial de Clubes de 2018 foi decidido nos pênaltis. Nesta quarta-feira, Al Ain, dos Emirados Árabes, e Team Wellington, da Nova Zelândia, empataram por 3 a 3 em duelo movimentado Abu Dhabi. Na marca da cal, o time local completou a virada heroica e venceu por 4 a 3.

Com a vitória nos pênaltis, o Al Ain garante vaga nas quartas de final do torneio, e agora terá pela frente o Espérance Sportive de Tunis, da Tunísia, no próximo sábado, às 14h30 (de Brasília).

Wellington abre grande vantagem no primeiro tempo
Logo aos 10 minutos da primeira etapa, na primeira chegada de maior perigo, o volante Barcia recebeu no meio, avançou com liberdade e, de muito longe, soltou uma bomba de pé direito, marcando um lindo gol para o Wellington. Cinco minutos depois, na segunda chegada, mais um gol dos neozelandeses. Após uma bela troca de passes, Clapham recebeu sozinho dentro da área e tocou no canto do goleiro para ampliar.

O time neozelandês teve um início arrasador, mas, aos poucos, o Al Ain se encontrava no jogo e buscava jogadas de perigo. Aos 28 minutos, o brasileiro Caio tabelou, recebeu dentro da área e, na saída do goleiro, deu um toque de classe para diminuir o prejuízo dos árabes. No entanto, após consultar o VAR, o árbitro anulou o tento, alegando falta na origem da jogada.
Vendo o time adversário crescer na partida, o Wellington foi para cima tentando ampliar o placar, e aos 43 conseguiu o terceiro gol. Após cobrança de escanteio, a bola passou por todo mundo e ficou livre para Ilich, na segunda trave, desviar a deixar o seu. O time da Nova Zelândia, no entanto, não teve muito tempo para comemorar, pois, um minuto depois, após saída de bola errada, Shiotani recuperou e bateu cruzado para marcar o primeiro do Al Ain.

Al Ain empata no final e leva o jogo para a prorrogação
O gol no finalzinho da primeira etapa animou os árabes, que chegaram ao segundo aos quatro minutos da etapa complementar. Caio recebeu dentro da área e cruzou para Doumbia, livre, completar para o fundo das redes.

O Al Ain passou a gostar cada vez mais do jogo, enquanto o Wellington mostrava sinais de cansaço. Aos 17, após cruzamento na área neozelandesa, os árabes pediram toque de mão, mas o árbitro mandou seguir. A resposta do time da Oceania veio aos 22, em cabeçada de Sinclair que saiu por cima do gol de Khalid.

Aos 31 minutos, em mais uma boa jogada de Caio, o Al Ain ficou muito perto de empatar a partida. Após tabela com Diaky, o brasileiro invadiu a área sozinho e bateu cruzado, mas a bola bateu na trave esquerda do goleiro Basalaj.
No minuto seguinte, o técnico Zoran Mamic promoveu uma mudança que mudaria a história do jogo: colocou o atacante Berg entrou na vaga de Maroof. Um minutos depois, após cruzamento na área, Berg completou de cabeça e a bola saiu muito perto da trave direita. Aos 39, depois de muita pressão, o camisa 9 recebeu passe pelo alto dentro da área, girou bem e soltou uma bomba para empatar a partida e levar a decisão para a prorrogação.

Al Ain domina a prorrogação, mas não marca o gol da vitória
A prorrogação começou bastante movimentada, com direito a grande defesa do goleiro do Wellington logo no segundo minuto. Após troca de passes em volta da área, Berg, autor do gol de empate, levou a melhor sobre a defesa e finalizou, mas Basalaj conseguiu evitar o gol da virada.

A equipe dos Emirados Árabes teve outra boa chance ainda no primeiro tempo da prorrogação. Aos 11 minutos, o meia Diaky recebeu lançamento, invadiu a área e tentou encobrir o goleiro, mas acabou chutando para fora.

No segundo tempo, aos três minutos, Diaky fez tabela com Berg, foi derrubado na área e pediu pênalti, mas não foi atendido pela arbitragem. A resposta veio aos cinco, quando Watson, por muito pouco, não conseguiu desviar cruzamento de Hailemarian para colocar o Wellington em vantagem novamente.
A equipe neozelandesa melhorou depois da tentativa e quase marcou aos dez minutos, quando Molloy cruzou de cabeça para a pequena área e Bevin, mesmo finalizando fraco, obrigou Khalid a fazer defesa plástica. No último lance, Diaky ficou cara a cara com Basalaj, mas o goleiro fez grande defesa, manteve o Wellington vivo no Mundial e levou a disputa para as penalidades.

Al Ain completa a virada nos pênaltis
O time da casa completou a virada nos pênaltis, mas não sem uma boa dose de drama. Autor do gol de empate no tempo normal, Berg foi o primeiro cobrador a desperdiçar pênalti. Khalid, no entanto, não deixou o herói se tornar vilão. O goleiro defendeu duas cobranças, inclusive a decisiva, e levou o time local à próxima fase do Mundial.

FICHA TÉCNICA.
AL AIN-EAU 3 (4) x (3) 3 TEAM WELLINGTON

Local: Estádio Hazza Bin Zayed, em Al Ain (Emirados Árabes Unidos)
Data: 12 de dezembro de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 13h30 (de Brasília)
Árbitro: Sato Ryuji (Japão)
Assistentes: Sagara Toru (Japão) e Yamauchi Hiroshi (Japão)
Público:
Renda:
Cartões amarelos: Monhad, Doumbia e Mohammed (2) (Al Ain); Barcia (Wellington)
Cartões vermelhos: Mohammed (Al Ain)
Gols:
AL AIN: Shiotani, aos 44 minutos do primeiro tempo, Doumbia, aos quatro minutos do segundo tempo, e Berg, aos 39
TEAM WELLINGTON: Barcia, aos 10, Clapham, aos 15, e Ilich, aos 43 minutos do primeiro tempo

AL AIN: Khalid Eisa; Ismail, Ahmed, Mohanad Salem (Al Ahbabi) e Shiotani; Tongo Doumbia (Diaky), Barman, Caio Lucas, El Shahat, Mohammed; Jamal Maroof (Berg)
Técnico: Zoran Mamic

TEAM WELLINGTON: Scott Basalaj; Justin Gulley, Schrijvers, Clampham (Hailemariam) e Hilliar; Cameron (Molloy) (Allen), Ilich, Mario Barcia e Bevin; Watson e Sinclair (Kilkolly)
Técnico: José Manuel Figueira