Campos e Nova Cidade, enfim, definirão o campeão da Terceirona do Rio 2018


O Campos não terá Ralph para a decisão da Série B2 do Campeonato Carioca. Depois de muitas perdas e lesões após a pausa por conta dos problemas jurídicos da Série B2, o jogador virou titular, mas não atua na finalíssima contra o Nova Cidade pelo cartão vermelho sofrido contra o Maricá. O técnico Branco analisa as opções para a vaga deixada pelo jogador, podendo inclusive mudar um pouco a característica do time para o confronto em Los Lários.

DG pode surgir como opção natural, colocando Tom novamente na função pelo lado esquerdo da defesa, já que este vinha atuando na linha mais ofensiva. Os problemas na criação ainda atingem Bruninho e Yuri, jogadores que atuam no setor e que estão ausentes. O técnico confessa que outras peças podem surgir no time titular e que ainda vai perder o sono pensando em um substituto:
– Eu sempre falo essa frase: "não lamento a ausência, eu incentivo a presença". Não é mistério, confesso que não estava preparado para perder algum jogador por expulsão. Vamos criar alternativas para poder ir com força total. Podemos mudar um pouquinho, subir alguém da base para manter essa dobradinha pela esquerda, como a gente vem fazendo. Temos outras opções, de uma rapaziada com poder mais ofensivo. É final, é aberto, a gente tem que jogar em busca do título. Vou perder noite de sono, mas se Deus quiser vamos preparar um time forte para a final.

Adversário sem ritmo; Campos mais cansado
Outro ponto abordado pelo treinador nas vésperas da final foi justamente a diferença de momento das duas equipes. O Campos vai chegar mais cansado fisicamente e psicologicamente, já que enfrentou uma maratona contra o Maricá na semifinal geral, enquanto o adversário descansou o tempo todo, contudo pode chegar com uma pegada de competição diferente. Tudo isso está sendo avaliado por Branco.

– Tem dois lados. Como já vi pelas entrevistas deles, eles estão com falta de ritmo. Por outro lado, a gente pode ser punido pelo desgaste. Uma viagem dessa é sempre considerável, mas com certeza, dentro das nossas limitações, nós vamos criar todas as estruturas para a gente chegar com o máximo de condição possível. A gente está realmente disposto. Onde tem disputa, a gente tem que dar o máximo. Nós não estamos contentes só com o acesso – comentou, falando ainda sobre o local da final, bem mais distante para o Roxinho do que para o Nova Cidade:

– Me causa uma estranheza porque esse jogo poderia ser pelo menos na metade do caminho. Daria uma outra opção, mas a gente não tem essa força. A gente chegou a uma altura que tudo que colocam para a gente a gente já está preparado. Depois de tudo que aconteceu, nada será fácil. Por isso, a gente conseguiu esse acesso. A gente trabalhou contra tudo, contra todos e a gente sabe que para ser campeão a gente tem que passar por todos os obstáculos. 
Mesmo com longa inatividade, Nova Cidade se vê pronto para buscar título
Finalmente, depois de 46 dias, o Nova Cidade voltará a campo para jogar sua última partida oficial na temporada de 2018. Classificado para a decisão da Série B2 desde outubro, quando o campeonato foi paralisado, o time de Nilópolis passou longas semanas de incerteza sobre o que aconteceria, apenas para saber que terá de enfrentar o Campos na final, como já aconteceria antes de todo o imbróglio judicial envolvendo o Maricá, que voltou ao campeonato após ser absolvido nos tribunais. A desnecessariamente longa inatividade prejudicou também o Nova que, mesmo finalista, precisou lutar contra a inatividade.

Nada, no entanto, que tire a confiança do técnico Júnior Gomes. O comandante do Nova Cidade viu com bons olhos a preparação de seu time durante este mês e meio, mas reconheceu que foi necessário manter os jogadores psicologicamente focados em meio a todos os problemas extra-campo que aconteciam, desde a possibilidade de precisar jogar novamente a semifinal até o fato concreto de que o campeonato seguia sem movimentação. Em campo, a equipe fez jogos-treino para não perder a forma. Um trabalho conjunto que, segundo o treinador, dá base para que o time se considere pronto para jogar a finalíssima desta quarta-feira (5):

– Tive que fazer um trabalho motivacional num primeiro momento. Só fazíamos jogos amistosos e treinávamos, não tendo previsão de quando os jogos voltariam. Mesmo assim, buscamos dar ênfase na competição, dizendo que tudo iria se resolver. Queríamos tranquilizar o grupo e deixar as partes burocráticas com a diretoria. Ao longo do último mês, fizemos amistosos interessantes para tentar manter o ritmo de jogo. Tivemos tempo para trabalhar, mudamos algumas coisas e o time está pronto para buscar o título.

A final da Terceirona do Campeonato Carioca começa às 16h nesta quarta-feira, dia 5 de dezembro, no Estádio de Los Lários, em Xerém.