Líder e capitão, Anderson ganha moral com técnicos e vira porta-voz

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Capitão do São Gonçalo, do Rio Verde (GO), do Barra da Tijuca e, agora, do Macaé. Anderson, zagueiro de 27 anos, não teve a oportunidade brilhar com a camisa de grandes clubes do Rio de Janeiro, mas entre as equipes pequenas, o defensor mostra ter aquela velha moral com o chefe.

No São Gonçalo, em 2017, Anderson foi um dos pilares do sistema defensivo da equipe de Renato Alvarenga. O treinador do Azul e Branco não poupou elogios ao defensor, ao qual classificou como um dos melhores do Rio de Janeiro.
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- Ele é uma liderança. Além de ser um jogador firme, forte, no sentido de velocidade, força e chegar rápido. Ele tem esse espírito também de liderança. Eu acho, em atividade, aqui no Rio, nos clubes menores, ele e o Admilton, do Americano, os dois maiores zagueiros do futebol carioca, entre os times menores.

Após deixar o Azul e Branco, Anderson foi para o futebol goiano, onde defendeu as cores do Rio Verde (GO) no primeiro semestre de 2018. Pela primeira vez disputando o Campeonato Goiano, o zagueiro também herdou a braçadeira de capitão na equipe.

De volta ao Rio de Janeiro, Anderson acertou com o Barra da Tijuca. O ex-treinador do Tricolor da Zona Oeste, Eduardo Hungaro não poupou palavras ao zagueiro. O ex-comandante do Barra detalhou as principais características do jogador e afirmou que Anderson é um zagueiro completo.

- Esse lado dele de liderança envolve a questão emocional que é muito importante e muito marcante nele. Porém ele não é só isso, ele é  ótimo zagueiro. Rápido, técnico, agressivo, forte no 1x1, expressivo no jogo aéreo. Para mim completo. Nenhuma dúvida, além de ser ótimo caráter.
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Atual treinador de Anderson no Macaé, Luís Antônio Zaluar afirmou que conheceu o zagueiro na Série B1 de 2018 e gostou da postura dele em campo. O camisa 3 foi um dos últimos a desembarcar em Macaé, mas assumiu seu posto de líder de uma equipe que tem nomes como do goleiro Marcão e do volante Waguinho.

- Eu tinha ouvido falar desse jogador por dois treinadores que já tinham comentado sobre ele. Por ocasião da vida, tinha um jogador árabe treinando no Barra da Tijuca, o que me fez assistir alguns jogos nessa Série B1 e gostei muito da postura dele. Como acompanhei os treinos também, eu via a atitude dele nos treinos e achava uma atitude muito profissional. Exerce uma liderança. Falamos o nome dele aqui no Macaé e ele foi um dos últimos jogadores a serem contratados, pela nossa necessidade. A chegada dele com uma atitude muito profissional, é um líder dentro dos treinamentos. Ele veio agregar. Essa conduta dele no Macaé, a gente optou por dar a braçadeira de capitão para ele, por isso. É um jogador que tem um comportamento muito exemplar, isso contagia o grupo. Não só ele, como Marcão, o Waguinho, Wagner Carioca que são jogadores líderes dentro do elenco. Isso é muito bom para o treinador. Eu penso que a liderança do grupo tem que ser compartilhada e, nesse caso, o Anderson encaixou bem e tem sido um cara muito positivo nessa nossa passagem aqui pelo Macaé.

Não estava na cabeça, mas aconteceu...
Com a responsabilidade da braçadeira, Anderson afirmou que nunca foi um objetivo da carreira. Mas explica possíveis motivos que lhe dão a oportunidade de ser a principal voz das equipes dentro de campo. 

- Na verdade, ser capitão nunca foi uma coisa que eu tenha buscado na minha carreira. Mas fico feliz que meus últimos comandantes tenham visto em mim perfil para isso. 

Difícil até dizer o que acho que tenha feito eu me tornar capitão nas últimas equipes que passei, mas acredito que seja algo natural, o espírito aguerrido que carrego comigo, um pouco do sentimento de querer sempre ajudar e estar à disposição pro que der e vier. A seriedade que busco nos trabalhos do dia-a-dia, acho que esses podem ter sido alguns fatores que tenham me permitido ser capitão nas últimas oportunidades.