Rei dos acessos, Campos segue batendo na trave na busca por título estadual

Desde que retornou ao futebol profissional em 2015, ainda na parceria com o Carapenus, que a rotina se repete para o Campos: sempre que disputa uma divisão de acesso, o Roxinho consegue a classificação ao patamar superior. Falta, no entanto, uma taça de maior expressão. Em 2018, mais uma vez a equipe do Parque Leopoldina bateu na trave na hora de levantar um troféu estadual.

Ao todo são quatro temporadas seguidas e quatro acessos. Ao mesmo tempo que se viveu a alegria de subir um degrau, também foi preciso conviver com a frustração de não levar o caneco para casa. Desde 2016, são três vice-campeonatos seguidos para o clube do Norte Fluminense.

Em 2015, na Série C, o Roxinho ficou na terceira colocação geral, alcançando o acesso através dos playoffs contra o Rubro Social. No ano seguinte, na B, conseguiu subir à elite sendo vice-campeão do Nova Iguaçu. Neste caso, não houve decisão, já que a última fase da Segundona era um Triangular que ainda contava com o Itaboraí.
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Com as próprias pernas, sina se repete
Veio a temporada 2017 e o rebaixamento na primeira divisão. Em seguida, a aliança com o Carapebus foi desfeita. Utilizando registro próprio nos quadros da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ), o Campos disputou, no mesmo ano, a Série C, que àquela altura havia se tornado a quarta divisão estadual.

Com grande campanha na fase classificatória, o Roxinho chegou à decisão da Quartona, mas foi superado pelo Pérolas Negras em dois jogos: 3 a 0 na ida, no Esporte Clube Avelar; e empate sem gols no segundo encontro, realizado no Ferreirão.

Neste ano, o Campos participou da Série B2 e cumpriu sua rotina de acesso por duas vezes. Bateu o Queimados na semifinal geral e alcançou o feito. A conquista, entretanto, foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que colocou o Maricá no caminho do Roxinho. De novo, o clube do Norte Fluminense levou a melhor.

Na final contra o Nova Cidade, o momento de glória se apresentou outra vez. O Campos teve maior volume de jogo do que o adversário, mas não conseguiu tirar o zero do placar. Nos pênaltis, brilhou a estrela do goleiro Léo Fortunato, que pegou três cobranças, levando o troféu para Nilópolis.

Títulos só em turnos
Se não consegue deslanchar com um feito mais expressivo, ao menos o Campos não tem ficado sem comemorar. Desde 2015, três títulos de turno foram alcançados. Primeiro foi na Terceirona, em vitória sobre o Artsul. Festa que voltou a acontecer em 2016, na Série B, em cima do Americano.

Em 2017, em um regulamento sem decisões de turno na Série C, a oportunidade não se apresentou. Já neste ano, o Roxinho voltou a obter uma conquista do tipo. Diante do Maricá, na primeira metade da Série B2, conseguiu o caneco após disputa por pênaltis.