Retrospectiva Flamengo 2018: Lucas Paquetá, ascensão e despedida

Paquetá
Depois de terminar 2017 em alta, Paquetá começou o ano como titular. No esquema de Paulo César Carpegiani, em algumas oportunidades, foi quase um ponta. Com Mauricio Barbieri, jogou um pouco mais recuado, mais próximo do volante Cuéllar e ao lado de Diego. Já sob o comando de Dorival Júnior, quando o time teve dois volantes, esteve mais à frente.

Destacando-se, ganhou a torcida o apelido de “Paquetop” e passou a ser pedido na Seleção Brasileira. Em agosto, o técnico Tite o convocou para os amistosos contra EUA e El Salvador, que aconteceram nos Estados Unidos. O fato, inclusive, fez com que o meia passasse por uma maratona e atuasse em partidas em dias consecutivos – encarou El Salvador no dia 11 de agosto e o Corinthians no dia 12, pela semifinal da Copa do Brasil, no Maracanã.

Em outubro, o Flamengo se acertou com o Milan, que contratou o jogador por cerca de 35 milhões de euros (aproximadamente R$ 150 milhões) - a multa rescisória era na faixa de R$ 200 milhões.

O último jogo pelo Flamengo foi na derrota por 2 a 1 para o Athletico, na rodada que encerrou o Brasileiro. Nesta temporada, Paquetá atuou em 56 partidas e fez 12 gols, sendo dois no Campeonato Carioca e 10 no Brasileiro.

SOBE E DESCE

Versatilidade
​Paquetá conseguiu mostrar versatilidade e atuou em quase todas as posições do setor ofensivo rubro-negro, tanto pelo meio quanto pelo ataque. Foi decisivo em alguns jogos, como quando fez dois gols contra o Corinthians, pelo 
Campeonato Brasileiro. Boa opção nas bolas paradas.

Vaiado
A temporada de Paquetá, porém, não foi apenas de altos. Em certo momento, o meia caiu de rendimento e acabou vaiado pela torcida. Após o anúncio da venda ao Milan (ITA), a pressão sobre ele aumentou ainda mais e, em alguns jogos, não conseguiu corresponder ao que era esperado.