Retrospectiva Fluminense: Everaldo, a aposta que virou xodó da torcida

Everaldo - Deportivo Cuenca x Fluminense
Bom humor e bom futebol. Everaldo foi contratado como uma aposta do Fluminense para o segundo semestre, mas fechou o ano sendo um principais jogadores da temporada. O chamado custo-benefício que deu certo: uma aposta que rendeu bons números. Para 2019, a expectativa é que siga evoluindo igual ao que apresentou em 2018. 

- Todo atleta sonha em jogar aqui, estou muito lisonjeado. Jogar no Maracanã é um sonho que eu tinha e vou conseguir realizar. O torcedor pode esperar muita garra e determinação quando eu estiver em campo - disse Everaldo ao site oficial do clube.

Everaldo chegou ao Fluminense no dia 20 de julho e não demorou para cair nas graças da torcida. Marcos Júnior e Matheus Alessandro eram os titulares da posição, mas tiveram um novo concorrente. Aos 24 anos, veio por empréstimo do São Bento (SP) como uma aposta. Desconhecido, não tinha muita expectativa sobre o seu futebol, mas, nas poucas oportunidades que teve, tratou de mostrar resultado. 

Foram 31 jogos e dois gols marcados. Ficou conhecido pela sua boa batida na bola, marcando dois tentos e acertando o travessão uma vez em chutes chapados. Na arquibancada, ganhou o apelido de 'Cristiano Everaldo' e até música, onde diziam que ele "é melhor que o Cristiano Ronaldo". Bom humor que o próprio retribuía com descontração.  

Everaldo tem contrato com o Fluminense até o final do Campeonato Carioca, mas a tendência é que permaneça para o restante da temporada. O atacante está emprestado pelo Velo Clube até 17 de maio de 2019. No acordo, 50% dos direitos dele foram fixados em R$ 2 milhões. Desse valor, 10% é reservado ao São Bento, clube que o liberou em julho passado. 

SOBE
Everaldo virou xodó da torcida em pouco tempo. Contrato no meio do ano, não demorou para mostrar serviço e ter boas atuações. Marcou contra o Deportivo Cuenca (EQU) e contra a Chapecoense, tomando a vaga de Marcos Junior e assumindo a titularidade na reta final da temporada. Foi um bom custo-benefício do Fluminense.  

DESCE
Foi banco nas duas rodadas finais do Campeonato Brasileiro pelo seu estilo de jogo mais driblador não agradar ao técnico Marcelo Oliveira. Seu rendimento caiu junto com o de toda a equipe - que ficou oito jogos sem vencer na competição. Também amargou uma pequena seca de gols e precisará voltar a balançar as redes em 2019. 

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