Fluminense vence Bangu em noite de estreia de Paulo Henrique Ganso

Na noite de estreia de Paulo Henrique Ganso, o Fluminense venceu o Bangu por 2 a 0, com gols de Digão e Caio Henrique.

Com uma atuação segura no Maracanã, a equipe não passou sustos diante de um rival muito encolhido e que apostou apenas nos contra-ataques para surpreender. Fiel ao estilo de muita troca de passe, o Flu impôs sua superioridade e construiu a vitória com tranquilidade.

Na próxima terça-feira, o Tricolor inicia a sua jornada na Copa Sul-Americana diante do Antofagasta, 21h30, no Maracanã. 

GANSO EM CENA
Todos os holofotes se voltaram para Paulo Henrique Ganso, estreante e grande astro da noite. O jogador, que entrou no gramado ao lado de Henrico e Stella, seus dois filhos, foi ovacionado pela torcida do Flu a cada toque na bola.

Sem atuar desde dezembro do ano passado, o camisa 10 demonstrou muita vontade, se mexeu, mas sentiu a falta de ritmo de jogo. A marcação banguense não foi das mais pesadas, mas faltou entrosamento com os demais companheiros.
GILBERTO SENTE INATIVIDADE
Fora de combate desde agosto de 2018, o lateral-direito Gilberto voltou a atuar pelo Flu. Visivelmente sem ritmo, o jogador demonstrou muita dificuldade e mostrou que precisará de tempo para retomar seu futebol.

FALTOU AGRESSIVIDADE
A etapa inicial foi marcada por duas posturas muito claras. Ao passo que o Fluminense buscou incessantemente o gol, o Bangu se retraiu em seu campo de defesa, esperou os espaços para atacar e quase abriu a contagem com Robinho.
 Apesar da superioridade evidente, o Flu teve a bola quase o tempo todo, mas não foi agressivo a ponto de ameaçar Jefferson. Na única jogada bem construída, Yony acertou a trave após bom passe de Daniel. Fora este lampejo de criatividade, o Flu apareceu mais em chutes de fora da área.

O time trocou muitos passes, teve a bola e chegou lá com Digão. Aos 34 minutos, a zaga afastou mal, a bola ficou limpa para o zagueiro, que acertou chute sem defesa. O Alvirrubro ainda conseguiu uma escapada com Anderson Lessa, mas João Lucas carimbou a trave de Rodolfo.

FLU RESOLVE
O Fluminense voltou disposto a liquidar a fatura o quanto antes. Com Calazans na vaga de Marlon, Fernando Diniz tentou dar mais velocidade ao seu time, que partiu para cima.

Mesmo com a desvantagem, o Bangu seguiu tímido e deu campo para os tricolores, que tomaram conta das ações e ampliaram com Caio Henrique, que acertou chute de fora da área.

Com a fatura liquidada, o Fluminense tratou de "treinar" e impor o seu estilo de jogo. Com boa movimentação e intensidade, a equipe teve chances para ampliar, mas faltou um pouquinho de capricho na hora do toque final.

BLITZ TRICOLOR
Fica mais claro à medida que as partidas passam que o técnico Fernando Diniz exige muito compromisso na marcação e gosta de seu time bem adiantada. Contra o Bangu, a equipe sufocou o rival diversas vezes dentro da área adversária e quase colocou o adversário em apuros.

EMBALOS DE SEXTA-FEIRA
A sexta-feira não é um dia tradicionalmente associado ao futebol, mas a torcida do Fluminense não fez feio e foi em bom número ao Maracanã. Na noite de Ganso, 20.946 tricolores prestigiaram o jogo.

CAUSA NA CAMISA
A luta pelo fim de qualquer tipo de discriminação diz respeito a todos nós. Por isso, levaremos #TimeDeTodos no peito na partida de hoje. Para reforçar que, mais do que uma hashtag, essa é uma causa a ser defendida por todos. 

Após o repúdio aos cânticos homofóbicos do vascaíno Fellipe Bastos, o Fluminense deu prosseguimento à luta contra a discriminação e preconceito. O clube já havia se manifestado em suas redes sociais e, contra o Bangu, estampou a hashtag #timedetodos em sua camisa.

ALFINETADAS BANGUENSES
PELA HISTÓRIA! Um erro mudou a história no Carioca de 1985. Cláudio Adão estava perto de marcar o gol que nos daria o título, foi derrubado claramente por Vica e a arbitragem fechou os olhos. Sexta voltaremos ao Maracanã. É hora de uma nova história! 

Nos dias que antecederam o jogo, o Bangu usou suas redes para provocar o Fluminense. O Alvirrubro recordou a perda do Campeonato Caroca de 85, título vencido pelo Flu. Na ocasião, a equipe reclamou de pênalti não marcado aos 46 minutos do segundo tempo em jogo contra o Tricolor. O revés por 2 a 1 deu a taça ao rival.

FICHA TÉCNICA
BANGU X  FLUMINENSE

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Hora: 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Luis Antonio Silva dos Santos   
Auxiliares: Marcus Vinicius Machado Araújo Brandão e Fabiana Nobrega Pitta
Cartões amarelos: Felipe Dias, Washinton (BAN)
Cartões vermelhos: -
Gols: Digão, aos 34 minutos do primeiro tempo; Caio Henrique, aos 12 minutos do segundo tempo

Bangu
Jefferson Paulino, João Lucas (Kelvin), Michel Pereira, Anderson Penna e Dieyson; Felipe Dias, Ronaldo (Washinton), Tchô (Felipe Adão) e Robinho; Marcos Júnior e Anderson Lessa. Técnico: Alfredo Sampaio

Fluminense
Rodolfo; Gilberto, Matheus Ferraz, Digão e Marlon (Calazans); Caio Henrique, Dodi (Ezequiel), Daniel e Ganso; Everaldo (Allan) e Yony Gonzalez. Técnico: Fernando Diniz

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