Fragilidades extracampo geram dúvidas no Macaé para próximos anos

O Macaé segue na Série A do Campeonato Carioca, mas muitas preocupações surgiram em torno do clube. Apesar de ter escapado do rebaixamento com uma rodada de antecedência, o Alvianil Praiano apresentou diversos problemas que preocuparam a torcida. Fora da Copa Rio, a equipe só volta a campo em 2020 e a diretoria terá um longo tempo para reestruturar o futebol.

Ao longo da Série A, o Macaé conviveu com problemas estruturais, de salários atrasados, o que culminou na perda de vários jogadores após a Seletiva. Na verdade, quando começou a competição, o técnico Luiz Antônio Zaluar já tinha o elenco mais enxuto de todas as equipes da fase preliminar, com 25 atletas. Na hora do Grupo X, o treinador teve pouquíssimas opções para formar o time, tendo inclusive que utilizar o goleiro reserva na linha.

Em meio a tantas dificuldades, a pergunta que fica é: como será o futuro do Macaé? O clube entrou nas competições nacionais em 2008 e permaneceu nelas por dez anos. Neste período, conseguiu o acesso para a Série C do Campeonato Brasileiro, chegando três vezes ao mata-mata, mas não subiu, até que em 2014 conquistou o título da competição e chegou à segunda divisão nacional.

O que parecia um paraíso se tornou um inferno em pouco menos de um ano, pois o Macaé ficou apenas uma temporada na Série B Nacional, lutou contra o rebaixamento na terceira divisão em 2016 e caiu para a quarta em 2017. No ano passado avançou à segunda fase na Série D, mas parou por aí. Como o título da Copa Rio não aconteceu, o Leão do Norte Fluminense não teve competição nacional para este ano.

Em 2020, o Macaé vai disputar novamente a Seletiva. Sem mais compromissos na atual temporada, o clube só volta a campo no ano que vem.

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