Troca de técnicos, baixas e instabilidade levam Goytacaz de volta à Segundona

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Menos de dois anos depois do histórico acesso à Série A, em setembro de 2017, o Goytacaz está de volta à Segundona Estadual. Numa trajetória para ser esquecida na primeira divisão do Campeonato Carioca desta temporada, o Alvianil se viu rebaixado com uma rodada de antecedência para o fim do Grupo X. A derrota em casa, para o Macaé, por 2 a 1, oficializou o que muitos já esperavam.

Como quase todo time que termina uma competição na zona de descenso, o Goytacaz protagonizou a famosa dança das cadeiras no comando técnico. Começou a competição com Athirson, que durou apenas três jogos - duas derrotas e um empate. Já eliminado na Seletiva e sem chances de chegar à fase principal, Flávio Lopes, então gerente de futebol, assumiu. E não teve muito o que festejar.
Foi com Lopes que o Goyta comemorou a única vitória até aqui, logo na abertura do Grupo X: 1 a 0 sobre o Nova Iguaçu. O desempenho geral, entretanto, foi sofrível, com quatro derrotas derrotas e um empate nos demais cinco jogos em que esteve à beira do campo. Contra o Macaé, no duelo que sacramentou a degola, o auxiliar fixo do Alvianil, Souza Penha, foi o técnico, adicionando novo revés.

Elenco se desmanchando semana a semana
O Goytacaz foi um dos clubes que mais contratou para o Campeonato Carioca. Remontou o elenco, mas, com o passar das semanas, foi perdendo um jogador atrás do outro. Ao todo, nove atletas deixaram Campos: o goleiro Adilson, os laterais Erick Daltro, Malcoon e Almir, os zagueiros Adalberto e Marlon, os meias Aloísio e Edinho, e o atacante Léo Guerreiro.
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Com tantas baixas, se transformou em rotina a não repetição de escalação no Alvianil. O que se viu em campo foi uma equipe quase sempre sem entrosamento e com proposta de jogo indefinida.

Colapso financeiro e salários atrasados
Não é bem uma exclusividade do Goytacaz, mas os atrasos nos vencimentos dos jogadores se fizeram presente no ambiente do clube e prejudicaram ainda mais o ambiente. A situação ficou tão crítica, que parte do elenco se recusou a treinar no último dia 15.

Por conta de dívidas trabalhistas, parte da cota de televisão do Goyta foi bloqueada. Dívidas junto à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) também fizeram o clube perder uma fatia do montante ao qual teria direito. Desfalque no caixa que significou crise em campo.

Cumprir tabela e se remontar
Rebaixado com uma rodada de antecedência, o Goytacaz ainda tem um último compromisso pelo Grupo X, contra o America, que também foi degolado na competição. Um duelo dos mais melancólicos para duas equipes que, juntas, em 2017, festejavam o acesso à primeira divisão do Estadual.

Além disso, será preciso se remontar de olho na participação na Segundona Estadual. A competição tem previsão de início para o mês de maio. E como o rebaixamento é válido para o mesmo ano, o time da Rua do Gás precisará encontrar soluções para encarar a maratona da Série B1. Um horizonte nada animador.

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