Presidente do Rio Branco, Edinho Reis morre aos 68 anos


Morreu no início da tarde desta quarta-feira (13), aos 68 anos, o presidente do Rio Branco, Edson Moreira dos Reis, que ocupava o cargo desde 2002. Edinho, como era conhecido no meio futebolístico, infartou na piscina de um cruzeiro marítimo que saiu na terça (12) de Salvador, na Bahia, e estava a caminho de Búzios, na Região dos Lagos. Sua esposa o acompanhava na viagem. Sem vice-presidente desde 2017, quando o radialista Arnaldo Garcia renunciou ao cargo, o Rio Branco deve passar a ser administrado pelo atual presidente do Conselho Deliberativo, César Barreto.

De acordo com Arnaldo Garcia, titular da coluna “Vibração da Galera” na Folha da Manhã, Edinho venceu recentemente a luta contra um câncer na mandíbula. Acabou indo a óbito por motivo diferente:

— Ele levou anos lutando contra o câncer, mas superou. A morte foi por problema no coração. Eu perdi um grande amigo, uma pessoa que tinha um coração extraordinário, maior do que ele, diga-se de passagem. Falando dele como presidente, acho que o Rio Branco vai perder muito, vai ter dificuldades iniciais, porque ele era o cara que fazia a gestão do clube de maneira total. A gente tinha algumas divergências internas, mas se respeitava muito e sempre chegava a um denominador comum. Eu perdi um amigo, e o Rio Branco perdeu um presidente que vai fazer muita falta — afirmou.

Ainda segundo Arnaldo, Edinho comandava um projeto de reiniciar a prática do futebol no Rio Branco, começando pelo retorno das categorias de base. “A ideia era tentar um novo voo para o futebol profissional no ano que vem. A previsão da inauguração da nova sede era agosto, mas deve atrasar um pouco, porque a obra não está andando como deveria. Serão três campos de futebol, com parque aquático e salão social. E isso representaria uma retomada, com muito foco na base, que sempre foi uma coisa que ele gostava muito”, comentou.

Antes da morte, Edinho iniciou conversas com representantes da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), buscando refiliar o clube. Antes de ser presidente do Rio Branco, ele já havia sido diretor de futebol, função que exercia quando o Róseo-Negro conquistou seu último título profissional, a terceira divisão do Campeonato Estadual, em 2001. Também já foi jogador do clube e árbitro de futebol. Um de seus filhos é o atleta Edson Junior, com passagens por Botafogo, Goytacaz e o próprio Rio Branco.

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