Pan 2019, faltam 72 dias: Grummy vê Brasil como favorito na chave do Pan

No dia 4 de agosto, o Brasil entra nas águas do Centro Aquático do Complexo de Villa Maria del Triunfo, em Lima, no Peru, para começar a campanha do polo aquático nos Jogos Pan-Americanos de 2019. De cara, os representantes do verde e amarelo encaram os donos da casa, que, acredita Gustavo Guimarães, um dos destaques da equipe brasileira, devem usar a torcida a seu favor. Na chave B, o grupo nacional também encontra o México (no dia 5, às 18h30) e a Argentina, no duelo derradeiro da primeira fase. Nos confrontos, confia Grummy, o Brasil deve levar a melhor.

“O Brasil caiu em um grupo, na teoria, mais tranquilo. Acredito que sejamos os favoritos desse grupo, que tem a Argentina como segunda maior força”, analisa o atleta, em entrevista ao Olimpíada Todo Dia. “Esses rivais vão se preparar bem para os Jogos Pan Americanos. Temos que estar bem atentos. Eles têm dois ou três jogadores experientes, a base da Seleção da Argentina está jogando na Europa, então, isso é uma coisa que precisamos prestar atenção”, destaca Grummy.  
Sem esperar vida fácil contra os hermanos, Grummy crê que os rivais vão lutar por medalha. Isso para acabar com o jejum. O último pódio dos argentinos foi um terceiro lugar em 1963, em terras tupiniquins.  Na ocasião, o avô de Grummy, João Gonçalves Filho, defendia o verde e amarelo no polo aquático – e ficou com o ouro. Agora, no Peru, o Brasil luta para superar o resultado conquistado em Toronto 2015, quando ficou com a prata, atrás, apenas, dos norte-americanos. Dono também de um bronze em Guadalajara, Gustavo quer a única medalha que lhe falta e a classificação para Tóquio 2020.

Em sua segunda vez entrando nas águas contra o time mexicano (a primeira foi no Pan canadense), Grummy ainda não consegue avaliar os rivais. “Não sei o que falar sobre eles. Com certeza, vão se preparar para ir para o Pan, vão tentar fazer bons jogos, mas, até lá, acredito que a gente consiga ter alguma informação deles, alguns vídeos, entre outras coisas. Mas será uma surpresa pra mim”, destacou.

DO OUTRO LADO DA DISPUTA
Os representantes dos EUA, no Peru, disputam na chave A, onde também estão Canadá, Cuba e Porto Rico. “Estados Unidos têm aquele jogo muito veloz e físico. Canadá tem um jogador fora de série, mas acredito que não vá fazer tanta diferença contra os EUA. Sendo assim, os Estados Unidos deve ficar em primeiro no grupo”, destaca Grummy. “Cuba tem um estilo de jogo muito físico, eles jogaram com uma pressão forte, uma luta de verdade. É difícil jogar contra eles pelo estilo de jogo. Porto Rico, por fim, é um time que mistura bastante:  às vezes, mais físico, às vezes, mais nadado”, analisa.

O Brasil, por sua vez, vem de um bom desempenho no início deste ano, quando levou a melhor na Copa Uana, ao vencer os Estados Unidos na final. Com o resultado, o time verde e amarelo ainda garantiu sua participação no Mundial de Polo Aquático, em Gwangju, na Coreia do Sul, em julho. “Espero que a gente tenha uma boa preparação para chegar bem nos jogos Pan-Americanos”, finalizou o atleta.

Comentários