Pedalar é Legal: FME entrega meia tonelada de alimentos à Casa do Pai

A Casa do Pai, na Tapera, recebeu meia tonelada de alimentos não-perecíveis doada pela população durante o III Passeio Ciclístico “Pedalar é Legal realizado pela Prefeitura de Campos e a TV Record. Nesta quarta-feira (12), o presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Raphael Thuin, levou a doação para a instituição que atende atualmente a 40 homens, que enfrentam a dependência química. No total, o evento arrecadou 3,5 toneladas — Asilo Monsenhor Severino e Educandário São José Operário também receberam alimentos.    

De acordo com o presidente da Casa do Pai, Fábio Ricardo Braga, os alimentos chegam em boa hora, já que o espaço vive de doações e tem uma rotatividade grande, já que recebe pessoas de Campos, cidades vizinhas e até do Espírito Santo. A Casa do Pai funciona na Tapera há dois anos e vem desenvolvendo um trabalho com os internos visando integrá-los a sociedade, por meio de um trabalho evangélico, de esporte e de trabalho, já que estão implantando uma fábrica de vassouras para ajudar na manutenção do espaço. Ele também atendem cerca de cinco mulheres em outro espaço físico.
— É muito bom poder ajudar o próximo, por meio de ações esportivas que envolvem toda a sociedade campista. Sempre que fazemos um evento como o Pedalar Legal, Caminhada e Corrida UFF, Corrida de Morro do Coco, pedimos doações com o intuito de doar às instituições filantrópicas e o resultado tem sido muito positivo. O trabalho desenvolvido na Casa do Pai é muito importante para a recuperação dos assistidos e a FME vai  disponibilizar um professor para dar aula de funcional e futevôlei, assim que concluir a instalação da caixa de areia” destacou o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Raphael Thuin.

Felipe Queiroz está há sete meses no espaço e destaca que está conseguindo recuperar a sua autoestima, tanto que trouxe a sua família para morar na Tapera, para ficar mais próximo. “Aqui eu  trabalho e já tenho condições de sonhar e ser reintegrado à sociedade. A droga me levou  para um caminho escuro, onde fiquei preso por 8 anos”, destacou Felipe.
Já Greison Guedes Guimarães  passou pela instituição, onde ficou 1 ano e dois meses. “Através do projeto larguei as drogas que conheci aos 15 anos e por 7 anos vivi nesse mundo que só me trouxe problemas. Hoje, já consigo trabalhar com venda de balas e posso devolver um pouco da ajuda que recebi”, conclui o ex-interno.

Comentários