Lutador campista de MMA, Léo Santos fala sobre carreira, técnica e artes marciais

Radicado em Campos há mais de uma década, o lutador de MMA Léo Santos foi vo entrevistado da primeira edição desta sexta-feira (5) do programa Folha no Ar, da rádio Folha FM 98,3. Ele retornou à ativa no Ultimate Fighter Championship (UFC) no início de junho, após dois anos e oito meses, em uma luta contra o escocês Steven Ray. 

Léo ganhou por nocaute, aos 2 minutos e 13 segundos do primeiro round. No bate-papo, o atleta comentou sobre os desafios das artes marciais e sobre comportamento e papel do verdadeiro lutador. “Já fui testado em luta. O segredo é não perder a paciência. Me descontrolei uma vez, na primeira luta que empatei. Me desgastei, quase perdi. Por mais que seja provocação a encarada, o 'fala, fala', tem que manter a cabeça no lugar”. Ele também revelou seu vício: “Ver o juiz levantando meu braço”.

O lutador Léo Santos deu palpites sobre as lutas do card principal, que ocorrerão entre a noite de sábado (6) e madrugada de domingo (7). Ele, como amigo do Thiago “Marreta” Santos, torce e acredita na vitória do brasileiro contra a lenda do MMA, Jon “Bones” Jones. Segundo Léo, os segredos para a vitória do Thiago Marreta são “a vontade e o coração, além de confiar em suas mãos pesadas”. As dificuldades que ele vai enfrentar são inúmeras: os golpes imprevisíveis, a habilidade, a experiência e a envergadura de 2,15 metros de Jones.

— Ele tem que encarar a luta contra o Jon Jones como uma briga. Ele não pode olhar como ‘O’ Jon Jones, mas sim como um lutador normal. Se ele respeitar demais o Jones, vai acabar caindo no controle dele — opinou Léo Santos.

Sobre a luta da brasileira Amanda Nunes, Léo comentou que a atleta, que é campeã, tem “vantagem psicológica”.

— O UFC tenta fazer a Holly Holm como campeã há muito tempo, mas não acho que ela tenha chance contra a Amanda no sábado — afirmou, lembrando ainda da vitória da lutadora sobre a também brasileira Cristiane “Cyborg”: “A Cyborg subestimou a Amanda Nunes, levou para o coração, perdeu o controle emocional e perdeu por isso”, disse.

Léo respondeu sobre as críticas infundadas que muitas vezes são feitas aos eventos de MMA, comparando-os a “galos de rinha humanos” ou “gladiadores”. “Vale lembrar que nós estamos lá porque nós queremos. Ninguém nos obriga a nada”. O atleta também repreendeu duramente as pessoas que gostam de ir para festas tendo como finalidade provocar confusões. “Essas pessoas que querem sair para brigar na rua não tem coragem e comprometimento para ir para o ringue lutar”, destacou.

Sobre sua carreira no UFC, Léo Santos falou que não entende o porquê de o terem “colocado na geladeira” por dois anos, pois já era para estar ranqueado. Segundo ele, o UFC não age de acordo com a meritocracia de vitórias do lutador e seleciona aqueles que mais vendem por ser um evento “Pay-Per-View”.

Mesmo sendo natural da cidade do Rio de Janeiro, Léo Santos adotou Campos após ter se casado com uma campista. Desde então, ele é conhecido como “Lamparão bom de briga”.

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