Pan 2019, faltam 15 dias: Baby Futuro: “o principal desafio é conseguir uma medalha”


O rugby ficou 92 anos fora do programa dos Jogos Olímpicos. Após ser disputado em 1900, 1908, 1920 e 1924 na modalidade XV, o esporte só voltou a fazer parte do evento na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Em casa, o Brasil fez sua primeira participação. Mais em casa ainda estava para a carioca Baby Futuro, que agora se prepara para mais um desafio: os Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Há poucas semanas do torneio, os intensos treinos mostram que as atletas estão determinadas a conquistarem a tão sonhada medalha.

Depois de conquistarem a vaga para Tóquio 2020 ao vencer o Pré-Olímpico sul-americano, as Yaras, com são chamadas as jogadoras da Seleção, conseguiram manter uma boa evolução para chegarem aos Jogos Pan-Americanos. Para Baby, um dos desafios é justamente manter o bom ritmo, evoluindo em campo e seguir com a agenda de jogos intensas. “Poder jogar mais com elas vai fazer a gente jogar no nível delas”, comenta sobre as seleções competidoras mais fortes.

Nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, as principais adversárias serão Canadá, terceiro colocado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, e Estados Unidos. Um dos pontos fortes dessas seleções é justamente a força muscular superior, algo que as atletas da Seleção Brasileira trabalham intensamente para jogarem de igual para igual. “Uma das coisas que a gente viu é melhorar a nossa defesa, e nosso tackle, ganhar mais massa superior. Os treinos estão intensos, mas de qualidade”, comenta Baby.

O rugby feminino brasileiro é uma grande referência na América Latina e as adversárias norteamericanas vão ter que enfrentar uma equipe que ao mesmo tempo é jovem e experiente, focadas em trazer uma medalha pra casa. Para Baby, “a gente sabe que é um grande desafio, mas o nosso desafio principal é conseguir uma medalha. Chatear esses grandes times para morder a medalha”.

Atletas da Seleção de Rugby Sevens treinam no Núcleo de Alto Rendimento (NAR) em SP.
Com muito bom humor, Baby Futuro fala que a diferença de idade entre as jogadoras é algo positivo. “Da mais jovem, 16 anos até eu com 33 anos, a mais… experiente”, brinca Baby, isso pode ser usado como estratégia. “O nosso ponto forte são os perfis diferentes, a gente não tem um time só muito rápido ou só muito forte. Temos uma mescla física bem legal, e isso faz a gente jogar mais conjunto, bem coletivamente”. A velocidade das que estão começando com a experiência e as estratégias de jogar em equipe das que jogam há mais tempo.

A intenção de Baby é pensar cada vez mais nas futuras atletas que irão defender a camisa da Seleção. Um dos objetivos dela é justamente preparar as novas jogadoras para um melhor cenário do rugby. Como um incentivo entre elas pré-jogo, elas dizem juntas: “eu junto a minha mão na sua, e junto meu coração ao seu para que juntas podemos fazer o que sozinha eu não consigo”.

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