Atleta Macaense de natação, conquista medalha de ouro nos Jogos Pan - Americanos de Lima 2019

Noite dourada para natação Brasileira nos Jogos Pan- Americanos que estão sendo realizados em Lima capital do Peru. Sob o comando e a experiência do atleta macaense Bruno Fratus, o revezamento 4x100m livre masculino, que contou ainda com os atletas Breno Correia, Marcelo Chierighini e Pedro Spajari levaram a medalha de ouro com a marca de 3min12s61, novo recorde da competição. Os Estados Unidos foram prata com 3min14s94 e o México bronze, com 3min17s70.

Foi a sexta vez consecutiva que o revezamento brasileiro triunfou em Pan. O país está invicto no torneio continental desde a edição de Winnipeg, em 1999. Fratus esteve presente nos últimos três títulos, em 2011, 2015 e 2019.
Quem é Bruno Fratus?
Bruno Giuseppe Fratus tem 30 anos de idade, nasceu em 30 de junho de 1989 e é natural de Macaé. O atleta tem entre as suas principais conquistas, duas medalhas de prata (50 metros livre e 4 x 100 metros livre) no Campeonato Mundial de 2017, e uma medalha de bronze nos 50 metros livres no Campeonato Mundial de 2015. Ele também é medalhista de ouro nos 50 metros livres no Campeonato Pan-Pacífico de 2014.

Ganhou uma medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de 2014 em Santiago, no Chile, na prova dos 50 metros livre. Na eliminatória, ele bateu o recorde da competição, com o tempo de 22s12.

No Troféu Maria Lenk de 2014, em São Paulo, Fratus ganhou uma medalha de prata nos 50 metros livre, com o tempo de 21s45, perdendo apenas para Cielo, que ganhou com o tempo de 21s39. À época, o recorde mundial sem super trajes era de 21s32, de Cielo.

No Campeonato Pan-Pacífico de Natação de 2014 em Gold Coast, na Austrália, Fratus participou do revezamento dos 4x100 metros livre que, pela primeira vez, ganhou uma medalha para o Brasil nesta competição. Junto com João de Lucca, Marcelo Chierighini e Nicolas Oliveira, eles obtiveram a medalha de bronze. Especialistas afirmaram à época que, se César Cielo e Matheus Santana fossem titulares neste revezamento, o Brasil teria ganho o ouro em cima da Austrália e dos Estados Unidos. No dia seguinte, Fratus ganhou a medalha de ouro nos 50 metros livre, derrotando os campeões olímpicos Anthony Ervin e Nathan Adrian, quebrando o recorde da competição e o seu recorde pessoal, com a marca de 21s44, no maior resultado individual de sua carreira.

No Open realizado no Rio de Janeiro em dezembro de 2014, Fratus bateu seu recorde pessoal nos 100 metros livre, com o tempo de 48s57. Com isso, o revezamento brasileiro 4x100 metros livres vinha se fortificando - César Cielo tinha como melhor marca pessoal 47s84, Marcelo Chierighini tinha 48s11 e Matheus Santana tinha 48s25. Ele também fez sua melhor marca pessoal nos 50 metros livre, com a marca de 21s41. Os únicos nadadores da história a conseguirem marcas melhores sem super trajes foram César Cielo e Florent Manaudou com 21s32, e Frederick Bousquet com 21s36.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2015 em Toronto, Fratus ganhou a medalha de ouro no revezamento 4x100 metros livre, e uma prata nos 50 metros livre.
Bruno Fratus com o bronze nos 50 metros livre em Kazan 2015
No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015, Fratus ganhou a medalha de bronze, e sua primeira medalha em mundiais, nos 50 metros livre, com o tempo de 21s55. Ele também terminou em quarto lugar na prova na prova dos 4x100 metros livre, junto com Matheus Santana, Marcelo Chierighini e João de Lucca. César Cielo não nadou a final pois, embora estivesse escalado, ele sentiu dores no ombro, e não pôde participar. Nos 4x100 metros livre misto, Fratus terminou em sexto, junto com Matheus Santana, Larissa Oliveira e Daynara de Paula, quebrando o recorde sul-americano com o tempo de 3m25s58.

No Open realizado em Palhoça em dezembro de 2015, Bruno Fratus bateu seu recorde pessoal nos 50 metros livre, com o tempo de 21s37, na abertura do revezamento 4 x 50 metros livre do time do Pinheiros.

Participou dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio: na prova dos 50 metros livre, chegou em sexto lugar na final.

No Mundial de Esportes Aquáticos de 2017, em Budapeste, no revezamento 4 × 100 metros livres, a equipe brasileira composta por Cielo, Bruno Fratus, Marcelo Chierighini e Gabriel Santos alcançou um resultado histórico ao conquistar a medalha de prata, o melhor resultado brasileiro de todos os tempos no Campeonato Mundial. O Brasil bateu o recorde Sul-americano de 2009, ainda na era dos super-trajes, com um tempo de 3m10s34, apenas 0,28s atrás da equipe dos EUA. A última medalha do Brasil nesta prova, no Mundial, havia sido obtida em 1994. Nos 50m livres, Fratus fez o melhor tempo de sua vida na prova, 21s27, conquistando assim a medalha de prata. Fratus quebrou o melhor tempo de César Cielo nesta prova sem as super-roupas (21s32). Ele também ajudou o 4x100m medley do Brasil a ir para a final, nadando nas eliminatórias. 

Em setembro de 2018, Fratus passou por uma cirurgia para corrigir uma ruptura parcial do tendão subescapular do ombro, perdendo competições importantes.

Marcas importantes

Piscina olímpica (50 metros)
Recordista sul-americano dos 4 x 50 metros livre: 1m26s42, obtidos em 7 de maio de 2009, junto com César Cielo, Nicholas Santos e Fernando Silva 

Piscina semi-olímpica (25 metros)
Recordista sul-americano dos 4 x 50 metros livre: 1m25s86, obtidos em 20 de setembro de 2010, junto com Fernando Silva, Marcelo Chierighini e André Daudt

Agora, o Brasil tem 27 medalhas de ouro, 22 de prata e 39 de bronze, com um total de 88 em Lima-2019. A delegação dos Estados Unidos lidera o quadro de medalhas com folga, com 62 de ouro, 51 de prata e 44 de bronze, 157 no total.

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