Atleta mirim de Campos busca apoio para disputar campeonato de Taekwondo no Paraná


Mesmo tendo nascido em uma família de atletas, quando começou a se interessar pelo Taekwondo, o pequeno Kauê Coutinho, morador de Campos dos Goytacazes, chamou a atenção de todos. Com apenas um ano e sete meses, ele respondia aos comandos e repetia o que era feito pelos adultos. Com o passar do tempo, o talento do atleta mirim foi se aprimorando e hoje, com cinco anos, ele já participou de oito campeonatos, conquistando medalhas em todos. A mãe do Kauê, Gesilene Coutinho, é professora do esporte. Ela conta que precisou levar o filho para as aulas, quando ele era mais novo, e foi aí que tudo começou. (continua após a publicidade)

Kauê, o pai e a mãe, ambos atletas do Taekwondo
“Meu marido trabalhava a noite e eu não tinha com quem deixar o Kauê. Então pra voltar a dar aula eu tinha que levá-lo junto. Ele ia, ficava sentado brincando, fora do tatame. Uma vez, mandei o pessoal entrar em forma, e Kauê veio todo pequenininho, com um ano e sete meses, entrou em forma e começou a fazer todos os comandos que eu passava. Passou um mês, dois meses, e ele começou a pegar as coisas e treinava junto com a galera. Vimos que tinha algo de especial” – relembra. Mas, para continuar se destacando no esporte, o Kauê precisa de apoio, principalmente para disputar uma grande competição que acontecerá no mês de outubro, no Paraná. Se vencer, ele se classifica para o Grand Slam, concorrendo a uma vaga na Seleção Brasileira.

Em alguns campeonatos, eles até conseguiram ajuda da Prefeitura de Campos. Entretanto, o Kauê, que é faixa azul ponta vermelha, não tem patrocinadores fixos e perderá uma grande oportunidade se não participar do XXIV Brazil Open Taekwondo, em Maringá – PR. Ele precisa em média de R$ 1.200,00 para custear as despesas da viagem, como transporte, hospedagem, alimentação, taxa de inscrição e aluguel de equipamentos. Fora os custos das competições, a mãe do atleta mirim relata que também há gastos dentro do esporte, como para trocar de faixa. “No último exame dele paguei R$ 170, o próximo acho que é R$ 210, porque ele vai pra faixa vermelha. Eu vou trocar de faixa o pai dele vai trocar de faixa. É muito complicado. Kauê não é uma criança que dá despesa com nada. Mas, ele tem que ter fruta. Ele come muita fruta. Se eu tirar o dinheiro do meu pagamento pra pagar todos os campeonatos, ele vai acabar ficando sem nada dentro de casa” – afirma.

Questionado sobre o que quer ser quando crescer, o pequeno tem a resposta na ponta da língua. “Eu quero ser um professor faixa preta. Eu amo o Taekwondo. Não quero parar de ganhar medalhas, eu quero ganhar uma taça também” – disse o atleta mirim. A mãe conta ainda que dá aula em três turnos, e que se deixar, o Kauê não para de treinar. “A rotina dele é puxada porque ele quer que seja, se deixar ele treina de manhã, de tarde e de noite” – afirma. Os interessados em ajudar o atleta podem entrar em contato pelo número (22) 999678597.

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