Gêmeas na decisão do futsal nos Jogos Estudantis de Campos

Mycaella Lemos e Maria Clara Lemos. A semelhança não é apenas coincidência. As irmãs gêmeas, de 15 anos, têm similaridades que não se restringem apenas as peculiaridades físicas, mas a defesa de um sonho em comum: ser jogadora de futebol. Concentradas no objetivo, as alunas da Escola Municipal Custódio Siqueira, no Calabouço, precisam enfrentar antes mais alguns desafios. Um deles será a final do futsal feminino dos Jogos Estudantis de Campos (JECs), nesta terça-feira, às 14h, contra o Colégio Batista. A partida será na quadra do Colégio Salesiano.

Mesmo com poucos dias antes do duelo, Mycaella e Maria Clara não demonstraram nervosismo diante da responsabilidade. Dividem bem a rotina de estudos e utilizam o incentivo proporcionado pelo esporte como motivação para o bom desempenho na sala de aula.
Maria Clara não descarta a possibilidade de ser treinadora, mas confessou que o maior desejo é seguir os passos dos atletas do time do coração, o Flamengo. Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta são suas principais referências, que vem desde o primeiro contato pelo esporte incentivado pelos meninos.

— Eu e minha irmã, com dez anos, começamos brincando no futebol de campo. Antigamente, a gente entrava por uma brecha no muro do campo do Rio Branco, aqui pertinho de casa. Com o incentivo dos meninos, fomos jogar no União de Guarus, onde iniciamos nosso primeiro contato com um time — relembrou empolgada.

Sem preconceitos pelo caminho, as meninas conheceram outras sonhadoras, como é o caso das companheiras de equipe Abigail Márcia e Maria Eduarda Souza. Zagueira no time da E.M Custódio Siqueira, Abigail relata que nem sempre é fácil para quem está fora da quadra identificar quem é a Maria ou a Mycaella.

— Tem hora que até a treinadora confunde. Aí, fala pra gente chamar, ou ela chama as duas ao mesmo tempo. É bem engraçado — disse sorridente.

Derrotadas no ano passado para o Salesiano por 6 a 0 na semifinal, as meninas que chegaram mais longe este ano mantém a humildade. Elas são amigas até mesmo de algumas adversárias, como a goleira Maria Eduarda.

— A gente não tem muita rivalidade. Tenho até algumas amigas que jogam em outros colégios, como a Bia, do próprio Salesiano. Acredito até que eles vão estar na torcida para nós. Acho que esse jogo tem tudo para mudar as nossas vidas — destacou.

Antes de vencer o Laura Vicunha por 7 a 1, na semifinal, e chegar ao jogo decisivo contra o Batista, as meninas já tinham conquistado resultados expressivos nos JECs: 9 a 1 contra o C.E Barreto e 5 a 3 no Colégio Bittencourt. Ao todo, são 21 gols marcados e apenas cinco sofridos.

Independente do resultado na próxima partida, Mycaella, Maria Clara, Abigail, Maria Eduarda e todas as meninas das escolas municipais que participaram dos JEC’s continuam a sonhar com a consciência de que chegar até aqui fazem delas grandes vencedoras. 

Fonte: Folha da Manhã

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