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Coordenador da equipe de Vôlei de Campos em programa de rádio


“O voleibol não é o segundo esporte do brasileiro, é o primeiro. Futebol não é esporte, é religião, é seita. A diferença de tratamento no Brasil do futebol para os demais esportes é surreal. Hoje, um jogador do Flamengo, do Palmeiras, do Grêmio banca o orçamento de um time (de vôlei)”. A afirmação é do professor Aníbal Wagner, coordenador da equipe de vôlei de Campos e diretor técnico da Federação de Voleibol do Rio de Janeiro, em entrevista ao Folha no Ar, da Folha FM 98,3, nesta quinta-feira (14). Ele comentou ainda sobre o vice-campeonato da equipe campista de vôlei, após 10 anos fora da competição, e o trabalho desempenhado pela Fundação Municipal de Esportes (FME).

O Campos foi vice-campeão do estadual no último dia 5. A partida aconteceu no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro, contra o Sesc, com atletas que já passaram pela seleção brasileira, e teve parciais de 25/10, 25/16 e 25/23 para a equipe carioca.

— Sabemos que a condição de a gente ser vice-campeão foi atípica. Foi extremamente desagradável ir para final pela desistência de um adversário. Enquanto diretor técnico de uma federação, ter um filiado [o Botafogo] que anuncia, inclusive, que vai acabar com a modalidade, é muito ruim. Já como representantes do time de Campos, aproveitamos. Fizemos um primeiro set ruim. A equipe sentiu a diferença de forças contra o Sesc. No segundo set abaixou a adrenalina e no terceiro set (25 a 23 para o Sesc) jogamos de uma forma que nem eles esperavam — afirmou o coordenador, que vislumbra condições de a equipe voltar ao campeonato em 2020.

Aníbal tem uma história de vida ligada ao voleibol. Na década de 1980, integrou a comissão técnica da seleção carioca e foi técnico das divisões de base da antiga Supergasbras, à época uma das principais equipes do vôlei do Rio de Janeiro e do Brasil. Depois, foi técnico e dirigente da antiga AABB/Campos, trabalho cuja semente rendeu um título inédito de campeão estadual, na grande final contra o Flamengo, em 1997. Ele ainda destacou o trabalho do técnico Marcelo Cesário, que esteve como técnico nas últimas três conquistas importantes de Campos no vôlei.

Outro ponto que Aníbal colocou como fundamental para retomada do esporte foi a atuação do presidente da FME, Raphael Thuin. Na visão do coordenador, Thuin, mesmo sem recursos, vem fazendo um excelente trabalho. Aníbal diz se sentir muito confortável para desenvolver seu trabalho. Aliás, a Casa do Vôlei continua em funcionamento e atende atualmente cerca de 200 atletas. E quem tiver interesse, para crianças a partir de 10 anos, pode procurar o espaço, que funciona na quadra da Escola Municipal Professora Wilmar Cava Barros, no Jóquei.

E o esporte também tem muito espaço para Aníbal dentro de casa. Seu filho Luan, que está de saída do Botafogo, tem 19 anos e é um dos jovens destaques do vôlei no cenário nacional. Mas quem tem o desempenho de maior rendimento, para Aníbal, é a esposa, a professora de educação física e nadadora Rita Fonseca. Ele confessou que já falta espaço dentro de casa para guardar tantas medalhas. Isso sem falar nos recordes internacionais registrados nas últimas competições e a dedicação permanente à prática esportiva.

Fonte: Folha da Manhã

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