Pular para o conteúdo principal

Anúncios

Federações internacionais têm até abril para definir novas regras de classificação olímpica

Pandemia do coronavírus adia Jogos de Tóquio: isso nunca havia acontecido, apenas em casos de guerra. Foto: Athit Perawongmetha / REUTERS
As federações internacionais terão até o inicio de abril para definir como serão os novos classificatórios olímpicos para os Jogos de Tóquio, que foram adiados por causa da pandemia do coronavírus.

A cerimônia de abertura olímpica estava marcada para o dia 24 de julho, enquanto o evento paralímpico começaria em 25 de agosto. Uma nova data de abertura ainda não foi definida, mas o anúncio, feito nesta terça feira, após videoconferência entre as autoridades japonesas e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), fala em 2021.

A nova classificação seria, em princípio, para as vagas em aberto. Isso porque 43% delas ainda estavam em aberto. É esperado cerca de 11 mil atletas na Olimpíada. Mas isso não impede que aconteçam outras mudanças. A tendência, porém, é esta e é vista com bons olhos pelo Comitê Olímpico o Brasil (COB), mesmo que não tenha função neste caso.

Esportes individuais, como a ginastica artística, pode escolher novas etapas de Copa do Mundo, a serem realizadas entre 2020 e 2021, para contar pontos no ranking. O mesmo valeria para o judô, por exemplo.

O basquete teria realidades distintas nesse novo cenário: o naipe feminino já tem suas seleções definidas mas o masculino, não.

A pressão para o COI adiar os Jogos era grande e chegou ao ápice quando as duas principais federações internacionais dos Estados Unidos se posicionaram contra o realização da competição: a de atletismo e da de natação.

Com isso o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) defendeu um adiamento de Tóquio-2020 e endossou o seu pedido em pesquisa com 1.780 atletas, feita nos últimos dias. E eles teriam reclamado das condições de treino em tempos de pandemia, isolamento social e quarentena. Para efeito de comparação, os Estados Unidos enviaram 555 atletas para a última edição dos Jogos, no Rio de Janeiro, em 2016.

"Nossa mais importante conclusão nesta ampla pesquisa com os atletas é que, mesmo que a situação de preocupação significativa com a saúde seja aliviada até o verão (no hemisfério norte), a enorme ruptura que está acontecendo no ambiente de treino, nos testes antidoping e no processo de classificação olímpica não pode ser superada de uma forma satisfatória", alegou o comitê da maior potência olímpica da história, em breve comunicado.

"Sendo assim, está mais claro do que nunca que o caminho em direção ao adiamento é o mais promissor e nós encorajamos o COI a percorrer todos os degraus necessários para garantir que os Jogos sejam conduzidos de forma segura e justa para todos os competidores", disseram as autoridades esportivas americanas.

Comentários