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Futebol sub-24 na Olimpíada? Fifa avalia, e coordenador da CBF apoia: 'Manter quem conseguiu vaga'

Bruno Guimarães ao lado de Reinier Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Com o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio por até um ano, como anunciou o COI, a dúvida que paira sobre o torneio de futebol é em relação à idade limite para os jogadores. O regulamento original do torneio prevê que os times sejam formados por jogadores sub-23 - nascidos depois de 1 de janeiro de 1997. Com a realização do evento em 2021, a Fifa agora avalia manter esse limite, transformando a competição em sub-24.

"A Fifa acredita firmemente que a saúde e o bem-estar de todas as pessoas envolvidas em atividades esportivas devem sempre ser a maior prioridade e, como tal, saudamos a decisão de COI de hoje. A Fifa trabalhará com as partes interessadas para tratar de todos os principais assuntos relacionados a este adiamento", disse a entidade em comunicado.

Para Branco, o coordenador das categorias de base da CBF, essa discussão deveria levar em conta o mérito de quem fez parte dos torneios pré-olímpicos. Na América do Sul, os classificados foram Argentina e Brasil.

- Tem que esperar a Fifa determinar. A decisão é recente. Mas a minha opinião é que tem que considerar os atletas que lutaram e competiram para conseguir a vaga. Seria justo isso. É um momento que todo mundo tem que ter compreensão. É mérito dos atletas. Futebol é a única modalidade que tem limite de idade. Vai refazer a classificação toda? É uma exceção, uma situação caótica. Por isso o competição foi adiada, assim como Euro e Copa América. O sonho deles é jogar Olimpíada - disse o dirigente ao GLOBO.

Levando em conta a convocação para os jogos da seleção olímpica que seriam disputados nesta semana - compromissos cancelados pelo coronavírus -, o técnico André Jardine ficaria sem 11 dos 23 convocados, caso o limite de idade se mantenha em 23 anos. Entre eles, Lucas Paquetá, Caio Henrique e Matheus Henrique. Bruno Guimarães, convocado para a principal e capitão do Brasil no pré-olímpico, também ficaria com idade estourada.

O adiamento também joga por terra a negociação aberta pela liberação de jogadores junto aos clubes europeus, principalmente.

- Não tinha nenhum cravado, mas estava tudo em andamento. Agora muda tudo. Esquece. Não adianta. É outra história. Um ano a mais. A decisão até demorou um pouco a ser tomada, mas foi com coerência. Não tinha como, não só pelo futebol. O mundo se encontra numa vila olímpica. Como é que iria fazer? Foi acertada a decisão. Vamos esperar o que temos de novidade - completou Branco.

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