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Voltaço perde para o Madureira fora de casa no último jogo antes da paralisação do Carioca

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Jogando em Conselheiro Galvão, Tricolor Suburbano faz dois gols no segundo tempo e toma vice-liderança do adversário no grupo B. De pênalti, João Carlos diminui para o Volta Redonda no último lance da partida


Com portões fechados por conta do coronavirus, o Madureira venceu o Volta Redonda por 2 a 1 na tarde desta segunda-feira, em Conselheiro Galvão, encerrando a terceira rodada da Taça Rio. Esta foi a última partida antes da paralisação do Campeonato Carioca. Todos os gols saíram no segundo tempo. 

Aos 35 minutos, Wander foi derrubado dentro da área... pênalti para o Madureira! Ygor Catatau converteu a cobrança e abriu o placar para os donos da casa. O Tricolor Suburbano ampliou aos 47, com Luam completando jogada de Wander. Ainda deu tempo de Jão Carlos diminuir para o Voltaço, de pênalti, no último lance do jogo, aos 49. Fim de papo: 2 a 1.


Como fica a classificação
Com essa vitória, o Madureira passa o Volta Redonda e chega à vice-liderança do grupo B da Taça Rio, com seis pontos. O Voltaço, por sua vez, cai para teceiro na chave, com três pontos. Confira a tabela!

Paralisação do Carioca
Madureira x Voltaço foi a última partida antes da paralisação do Campeonato Carioca. Em reunião na manhã desta segunda-feira, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e representantes dos clubes decidiram suspender o estadual por 15 dias, como ação de prevenção à propagação do novo coronavírus.


SAIBA MAIS!
Em reunião na manhã desta segunda-feira, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e representantes dos clubes decidiram suspender o Campeonato Carioca por 15 dias, como ação de prevenção à propagação do novo coronavírus.

Houve unanimidade na decisão final. Botafogo e Fluminense foram a favor da paralisação desde o início. O Flamengo, representado pelo presidente Rodolfo Landim, inicialmente não queria a paralisação, citou as consequências financeiras que podem ser acarretadas pela parada e recebeu até o apoio de alguns clubes pequenos, mas depois votou a favor.


Mandatário do Vasco, Alexandre Campello também era contra a parada. Campello se irritou com um encontro entre o presidente da Ferj, Rubens Lopes, e Landim por 40 minutos antes da reunião, deixou o local antes do começo do debate, mas comunicou seu voto contra a paralisação para dirigentes presentes. No fim, seguiu o voto da maioria.

Os clubes receberam da CBF a garantia de que o calendário brasileiro será estendido até o dia 28 de dezembro e que a Copa do Brasil deve ficar parada até o meio do ano. Ou seja, os estaduais poderão recuperar ao menos essas duas semanas de paralisação.


O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, se mostrou a favor da paralisação por pelo menos 15 dias. E comentou que jogar de portões fechados já é desastroso neste momento. Mas lembrou a preocupação de jogadores e contou ter conversado diretamente com um deles que passou a posição do grupo. O receio não era com a saúde deles, atletas, mas da família – visto que muitos moram com outros parentes em casa.

O infectologista Celso Ferreira Ramos Filho, convidado pela Ferj, lembrou que não há garantia de qualquer melhora em 15, 20, 30 dias. O presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, falou também sobre os prejuízos inevitáveis neste período. Como na estreia do japonês Honda, de portas fechadas no Nilton Santos.


Comentou que seus jogadores também se manifestaram a favor da paralisação, com apelo pessoal do técnico Paulo Autuori.

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, lembrou as consequências financeiras para paralisação do Carioca. Ele e Cacau Cotta defenderam a continuidade dos jogos. Citou o alto investimento no elenco, na contratação de Gabigol, na renovação de Bruno Henrique e no seu elenco milionário.


Landim, que testou negativo no exame de coronavírus, disse que seria o primeiro a pedir a paralisação em caso mais urgente. Mas avaliou que o risco é menor perto do que pode ocorrer para o futuro do futebol carioca, lembrando a situação de outros clubes, incluindo os pequenos, que vão ter menos condições de se sustentam nesse período sem jogos.

Após a reunião, o Flamengo emitiu o seguinte comunicado oficial:

O Clube de Regatas do Flamengo apoia a decisão unânime de paralisação do Campeonato Estadual por 15 dias. O clube respeita e se solidariza com o momento delicado e segue acompanhando os desdobramentos e posicionamentos dos governos Federal, Estadual e Municipal, FERJ e CBF.


Protestos e gestos por conscientização na rodada
Apesar da pandemia ter sido decretada pela Organização Mundial de Saúde durante a semana passada, os jogos do último fim de semana, válidos pela terceira rodada da Taça Rio, foram mantidos, mas realizados com portões fechados, após decreto do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Ainda na sexta-feira, Leandro Castán, zagueiro do Vasco, ironizou uma resposta de Wilson Witzel, Governador do Rio de Janeiro, que confirmou a realização da rodada do fim de semana do Carioca. "Obrigado pelo respeito com os atletas", respondeu ele. O Sindicato de Atletas de Futebol do estado fez coro a Castán e combinou que os atletas entrassem com a boca tapada como sinal de protesto.


No clássico realizado no Maracanã no domingo, os jogadores do Fluminense entraram em campo com o braço na frente do rosto, enquanto os do Vasco utilizaram máscaras. Atletas do Botafogo, que empatou com o Bangu no Nilton Santos, também entraram em campo com o objeto.

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