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Áustria é cotada para abrir temporada da F1, que pode ter três corridas em Silverstone

Em 1997, antigo Österreichring deu lugar a uma pista de 4,3 km em Spielberg — Foto: Getty Images
Dando sequência a uma série de videoconferências os chefes das equipes, da F1 e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) se encontraram novamente nesta quinta-feira numa reunião de quatro horas a qual taxaram de construtiva ao final do encontro.

Um dos principais tópicos diz respeito ao calendário da categoria em 2020, que já teve nove etapas canceladas ou adiadas até o momento por causa da pandemia de coronavírus. Neste último encontro, o GP da Áustria ganhou força para abrir a temporada, já que a França restringiu ainda mais a realização de eventos públicos, enquanto o país vizinho, sede do RBring, começou a afrouxar a quarentena.

Outro aspecto que foi discutido no tópico calendário foi a realização de três corridas em Silverstone no período de quatro fins de semana. Isso serviria para reduzir a necessidade de viagens (por causa das restrições de diversos países e pelos custos envolvidos), já que sete dos dez times tem sedes na Inglaterra.

As corridas no circuito inglês seriam realizadas com dois traçados distintos. Contudo, a sugestão de usar a pista com o traçado reverso não foi vista com bons olhos em função do alto custo para readequar barreiras de proteção e áreas de escape para atender padrões de segurança.

Limite orçamentário
Em pauta também estava o limite orçamentário previsto para o ano que vem, que originalmente era de US$ 175 milhões (R$ 920 milhões) e já foi reduzido para US$ 150 milhões (R$ 785 milhões). Alguns times, como a McLaren, queria ver o valor cair ainda mais até chegar em US$ 100 milhões (R$ 525 milhões). Mas os três times de ponta seguem reticentes à mudança em função dos cortes de pessoal necessários a não antecipados para se adequar ao valor.

Então o cenário mais provável, ainda que não definido, é de um limite de US$ 145 milhões (R$ 760 milhões) para 2021 - US$ 30 milhões (R$ 155 milhões) a menos que o plano original - e uma redução para US$ 130 milhões (R$ 680 milhões) em 2022. Uma mudança gradual permitiria que os times pudessem se adequar de forma mais suave, além de garantir verba extra no ano que vem para o desenvolvimento dos novos carros.

É importante ressaltar que a quantia de US$ 130 milhões foi a primeira sugerida pela F1 para ser o limite orçamentário, ainda em 2018, no GP do Barein, quando o novo regulamento foi apresentado às equipes pela primeira vez.

- Há dois anos começamos com US$ 130 milhões, que é uma quantia substancial de dinheiro. E acho que esse é o nosso objetivo agora. Lutamos muito para segurar o limite em US$ 175 milhões. É mais alto do que gostaríamos, mas foi o equilíbrio que conseguimos com os times. Não vou dizer que é ideal, que é o que gostaríamos, mas era o que era. Essa crise criou uma nova oportunidade para que refletirmos sobre um limite orçamentário realista - afirmou Ross Brawn em entrevista à "Sky Sports" na semana passad.

Limite de desenvolvimento para os times ricos
Outro assunto proposto foi um jeito de reduzir a vantagem dos times mais ricos limitando o desenvolvimento aerodinâmico que pode ser feito no carro usando como base a posição dos times na tabela de construtores. De acordo com a proposta, os times de ponta teriam menos tempo disponível no túnel de vento e nos programas de desenvolvimento aerodinâmicos do que os rivais menores.

Calendário prejudicado
O calendário da Fórmula 1 em 2020 sofreu impactos severos devido à pandemia de Covid-19. Os GPs da Austrália e Mônaco foram cancelados, enquanto as corridas de Barein, Vietnã, China, Holanda, Espanha, Azerbaijão e Canadá estão adiadas.

Na semana passada, a direção da Fórmula 1 informou que a temporada deve começar na Europa, em julho, e com portões fechados nos autódromos. Tudo para que o objetivo de promover o maior número possível de corridas em 2020 seja alcançado.

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