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TV Globo vai reprisar neste domingo, às 16h, a final da Copa do Mundo-2002

Final da Copa do Mundo de 2002 vai ser reprisada pela TV Globo ...
Assim como os canais esportivos por assinatura, que têm reexibido jogos considerados históricos, a TV Globo vai reprisar hoje, às 16h, a final da Copa do Mundo-2002. Uma oportunidade de rever a vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Alemanha e, em alguns casos, de assisti-la pela primeira vez. Pode parecer que foi ontem, mas já se passaram 18 anos desde o pentacampeonato. Período no qual toda uma geração cresceu sem ter visto sua própria seleção erguer o troféu.

Como Luiz Guilherme Demarco, de 16 anos. Quando o assunto é futebol entre seleções, Espanha, Alemanha e França — três últimas campeãs do mundo — são suas referências de vitória, e a atual safra brasileira não é levada em boa conta:

—Acho que eles não honram a camisa. Já foi a maior seleção: Ronaldo, Ronaldinho, Pelé, Romário, Zico... Mas os de hoje não jogam com raça. Se empatam com um time árabe fica tudo bem — conta o estudante, que torce pelo Flamengo e é fã do Barcelona.

— Com certeza a melhor que vi é a Espanha. Foram campeões na mesma época que comecei a acompanhar futebol — conta Caio Vinícius do Nascimento, que tinha 1 ano no último título do Brasil.
Por onde anda cada um dos campeões do mundo de 2002 pela Seleção ...

Os 18 anos sem troféu não são o maior jejum da seleção, que ficou 24 anos sem erguer a taça entre o tri (1970) e o tetra (1994), período que será igualado se o Brasil não for campeão no Qatar-2022.

Conexão frágil
Mas pesa o fato de que, no atual jejum, a conexão entre seleção e torcida é mais frágil.

—A grande diferença é que, naquele jejum, só em uma Copa, o Brasil teve mais jogadores atuando no exterior do que aqui. Foi a de 1990: eram seis de clubes brasileiros e 16 de fora. Em 1994, eram 11 e 11. Quando deixa de ter a referência de um atleta que você vê no seu clube, muita gente deixa de ter o mesmo interesse. O torcedor do subúrbio, da periferia, aquele que não tem TV a cabo, não sabia quem era o Hulk na Copa de 2014 — afirma o jornalista Paulo Vinícius Coelho.

Este raciocínio explica a falta de interesse de Vinícius Carvalho, de Praia Grande-SP, em ir a um estádio ver a seleção, mesmo que ela jogasse próxima de sua cidade. E se ela contar com Gabigol?

— Aí é outra história, é diferente — admite o flamenguista de 16 anos.

A conexão citada por PVC ajuda ainda a entender por que, embora não haja diferença significativa nas campanhas dos dois jejuns (em que pese o 7 a 1), a opinião pública costuma ser mais cruel com as eliminações sofridas neste século. Uma injustiça, na opinião do comentarista do Grupo Globo.

— A gente cria verdades absolutas que são mentiras contadas várias vezes. O Brasil jogou mal em 1974 e em 1978. Em 1978, alguns o chamaram de campeão moral. Que campeão moral é esse que empata três vezes, sendo duas por 0 a 0? — questiona. —Em 1990, a eliminação foi muito cobrada. Então, antes de voltar a ser campeã, a seleção passou por muitos fundos do poço.

Fonte: Rafael Oliveira - O Globo

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