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Flamengo vence Bangu e vai à semi na volta do futebol com silêncio no Rio

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Não foi aquele Flamengo brilhante que o torcedor se acostumou antes da paralisação do futebol, mas o suficiente para vencer com facilidade o Bangu por 3 a 0 - gols de Arrascaeta, Bruno Henrique e Pedro Rocha - e garantir vaga nas semifinais da Taça Rio no jogo "anticlímax" que marcou a volta do futebol no Rio de Janeiro em meio à pandemia do coronavírus.

Na última rodada da fase de grupos, o Rubro-negro enfrenta o Boavista, no próximo dia 24, no Maracanã. Já o Bangu recebe a Cabofriense, em Moça Bonita, no dia 25.


As luzes apagadas até uma hora e vinte antes da partida, por economia, faziam do Maior do Mundo um lugar escuro e um ambiente muito diferente que o de costume. A ausência do público e o baixo número de jornalistas — em que pese o protocolo bem executado para o acesso da imprensa no estádio — transformaram o jogo no Maracanã em uma experiência sem muita alma.

Do lado do estádio, no Hospital de Campanha do Maracanã, o número de duas mortes foi mais baixo que o de costume, e evidentemente aconteceriam independente do retorno do futebol. Mas das músicas de boate antes do jogo à tímida comemoração de Arrascaeta, ficou claro que o clima não era dos melhores para a realização da partida.


Qualidade do Fla supera retranca banguense
Como esperado, o Flamengo ficou diante de uma grande retranca do Bangu. No início da partida, por muitas vezes a equipe da Zona Oeste chegou a ficar com os 11 jogadores atrás da linha do meio de campo.

Porém, com uma qualidade técnica muito superior, o Rubro-Negro soube ter paciência com troca de passes e também com movimentações de posicionamentos, caso de Éverton Ribeiro, que passou para a ponta direita no decorrer do jogo e encontrou o "caminho das pedras" no setor mais frágil do Bangu.


Diego Alves com uniforme limpinho
Diego Alves foi praticamente um espectador privilegiado da partida dentro de campo. O goleiro foi pouquíssimas vezes exigido e saiu de campo com o uniforme praticamente limpo.

Bruno Henrique é o melhor do Fla
Em um jogo de poucas chances e domínio absoluto do Flamengo na posse de bola, Bruno Henrique foi o jogador mais perigoso da equipe de Jorge Jesus em campo. O atacante deixou o dele, de cabeça, na segunda etapa, mas apesar do ritmo mais lento no retorno do futebol, deu muito trabalho para a defesa do Bangu.

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Everton sente falta de ritmo e faz jogo apagado
Um dos jogadores mais regulares do ótimo time do Flamengo, o meia Everton Ribeiro teve um retorno apagado aos campos na noite desta quinta-feira. Sentindo a falta de ritmo, ele participou pouco das ações ofensivas e ficou preso ao lado direito do meio de campo. O camisa 7 não foi nem sombra do que costuma apresentar em campo

Arrascaeta abre o placar
Superior em campo desde os primeiros minutos, o Flamengo abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo quando Rafinha iniciou a jogada pela direita, cruzou, a defesa afastou mal e a bola sobrou para Arrascaeta, que no rebote, empurrou para o fundo da rede.

Bruno Henrique amplia de cabeça
Michael fez boa jogada pelo meio e lançou Gabigol na direita. O atacante foi até a linha de fundo e cruzou. Na entrada da pequena área, Bruno Henrique cabeceou com e estufou as redes de Matheus Inácio aos 20 minutos do segundo tempo.

Pedro Rocha faz o seu 1º pelo Fla
Para fechar o caixão, Pedro Rocha, aos 43 minutos do segundo tempo, ampliou ao receber um bolão de Gabigol. Foi o primeiro gol do jogador com a camisa rubro-negra.

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Um minuto de silêncio
Antes de a bola rolar, a arbitragem decretou um minuto de silêncio tanto para as vítimas do Covid-19 quanto para o ex-jogador do Bangu e da seleção brasileira Marinho, que faleceu esta semana.

Música alta passa do tom em pré-jogo
Que a realidade do Brasil e do Rio de Janeiro são ruins durante a pandemia do coronavírus e a volta do futebol causou polêmica já se sabia, mas o pré-jogo do Maracanã, com empolgadas músicas de hip-hop e rap, em clima de boate, foi acima do tom.

O som alto incomodou os presentes, tanto que, apesar do tempo de sobra, durou apenas quatro músicas e cerca de 15 minutos. 

Jornalistas e torcedores (estes nas redes sociais) dos quatro grandes clubes do Rio criticaram o alto volume ao lado do Hospital de Campanha do Maracanã, inaugurado para tratar casos de coronavírus. Nesta quinta (18), duas pessoas morreram nas instalações temporárias onde antes ficava o Estádio de Atletismo Célio de Barros.

As medidas de prevenção
Os bancos de reservas do Maracanã fizeram uma intercalação para que os atletas não ficassem muito próximos uns aos outros. As delegações também foram limitadas a 40 pessoas no máximo.

Em vários locais do estádio foram espalhados fracos de álcool em gel e a tribuna de imprensa também respeitou o distanciamento entre os jornalistas.

FLAMENGO 3 X 0 BANGU
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Hora: 21h (Horário de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Silbert Faria Sisquim
Cartões amarelos: Nenhum
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Arrascaeta, aos 18 minutos do primeiro tempo (FLA); Bruno Henrique, aos 20 minutos do segundo tempo (FLA); Pedro Rocha, aos 43 minutos do segundo tempo (FLA)

FLAMENGO: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Léo Pereira e Filipe Luís; Arão (Diego), Gerson (Thiago Maia), Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabigol.
Técnico: Jorge Jesus

BANGU: Matheus Inácio; Juliano, Michel, Rodrigo Lobão e Dante; Dieyson, Felipe Dias, Josiel e Juan Felipe; Rodrigo Yuri e Rhainer.
Técnico: Eduardo Allax

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