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Hamilton vence o GP da Estíria em dia de dobradinha da Mercedes, e barbeiragem da Ferrari

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Lewis Hamilton conquistou seu triunfo de número 85 na Fórmula 1 após uma vitória tranquilo no Grande Prêmio da Estíria deste domingo. O britânico largou na pole position e não foi ameaçado em nenhum momento da corrida, cruzando a linha de chegada 13,7 segundos à frente de seu companheiro de equipe Valtteri Bottas. Com a vitória, Hamilton se aproxima cada vez mais do recorde de Michael Schumacher – maior vencedor da categoria com 91 primeiros lugares. Max Verstappen completou o pódio para a Red Bull Racing.

O holandês foi o segundo colocado por boa parte da corrida, mas foi superado por Bottas nas últimas voltas. A estratégia de parar antes de Verstappen se provou errada, quanto o finlandês da Mercedes permaneceu na pista. Bottas ainda conseguiu abrir mais de seis segundos para Verstappen quando recebeu a quadriculada, enquanto o piloto da Red Bull tinha uma de suas aletas dianteiras danificadas pelas zebras do Red Bull Ring.
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Alexander Albon foi o quarto colocado na segunda BR16, à frente de Lando Norris (McLaren). Sérgio Perez (Racing Point), Lance Stroll (Racing Point), Daniel Ricciardo (Renault), Carlos Sainz (McLaren) e Daniil Kvyat (AlphaTauri) completaram os dez primeiros.

Ferrari, que fase!
O chefe da Ferrari, Matia Binotto, estava certo quando disse que a equipe não deveria se iludir com o segundo lugar de Leclerc semana passada. O monegasco largou somente em 14º lugar hoje e, nas primeiras curvas, com os carros todos dividindo um espaço pequeno da pista, tentou ultrapassagens e bateu justamente no carro de Vettel.
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O toque arrancou a asa traseira do carro do alemão, que abandonou. Leclerc teve problemas no carro e precisou parar duas vezes nos boxes, antes de encostar e também ficar fora da corrida. As câmeras flagraram os dois conversando sobre o assunto.

Em entrevista à Rede Globo, Matia Binotto disse que não adianta ficar procurando culpados, mas olhar para frente e tentar se recuperar. Ele pediu união da equipe e não ficar apontando dedos. A próxima prova é na Hungria, onde a velocidade de reta, ponto fraco da Ferrari, conta menos.
Leclerc admite culpa
Os dois pilotos da Ferrari também conversaram com a Rede Globo e Charles Leclerc admitiu a culpa pelo episódio. "Todo mundo viu na TV, foi minha culpa, Seb [Sebastian Vettel] não teve culpa nenhuma. Estou muito triste por ter abandonado logo no começo da corrida", declarou. Leclerc contou que pediu desculpas ao companheiro de equipe e lamentou ter atrapalhado a Ferrari e desperdiçado o trabalho de engenheiros e mecânicos.

"Eu pedi desculpas [para o Vettel], mas obviamente desculpas não são suficientes em momentos como esse. Estou desapontando comigo mesmo, fiz um trabalho muito ruim hoje, desapontei a equipe. Eu só posso me desculpar, mesmo sabendo que isso não é o bastante. Espero que possa superar essa e voltar mais forte pra próxima corrida. É um momento difícil para a equipe. A equipe não precisa disso. Eu joguei todo o esforço da equipe no lixo".
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Pelo menos em frente às câmeras, Vettel foi compreensivo e tratou de minimizar a batida. Ele desconversou sobre o acidente e disse que o episódio foi ruim para ambos. Acrescentou que no próximo final de semana terá nova chance no GP da Hungria.

Grande final de semana de Pérez
A vitória ficou com Hamilton, mas ele precisou dividir as atenções com o mexicano Sergio Pérez. O piloto da Racing Point largou em 17º lugar e efetuou uma série de ultrapassagens até terminar a corrida em quinto . E não foi por estratégia de boxes, mas posições ganhas na pista.
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Depois de 14 voltas, Pérez já estava na zona de pontuação. Ele manteve a postura de caçador e seguiu fazendo ultrapassagens, chegando a ter a melhor volta da corrida em um determinado momento. O desempenho fez o mexicano ameaçar inclusive Alexander Albon, que dirige um Red Bull, equipe de elite da Fórmula 1.

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