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Léo Santos carrega invencibilidade no UFC e é uma das referências brasileiras

Carioca radicado em Campos tem sete triunfos e um empate na franquia
Um carioca radicado em Campos há mais de uma década integra a atual geração dereferências brasileiras no Ultimate Fighter Championship (UFC). Embora já esteja com 40 anos, o campeão do realityThe Ultimate Fighter: Brasil 2, em 2013, segue trilhando seu caminho com o foco no cinturão dos peso-leves (-70kg). No último dia 11, manteve-se invicto na franquia ao derrotar o russo Roman Bogatov, em Abu Dhabi. A vitória foi a sétima no UFC— a sexta consecutiva —, além de um empate.

— Eu estava em Campos desde o início da pandemia da Covid-19, fiquei trancado em casa, sem treinar luta há quase três meses. Por ter contato com minha sogra, que é idosa, não quis arriscar. Fiquei trancado mesmo, só com minha mulher, meu filho e minha sogra. O máximo que eu fazia era dar uma corrida. De uma hora para outra, meu técnico, o Dedé, me ligou oferecendo essa luta. Faltava só um mês, não é o tempo ideal para treinar, mas eu não podia ficar de fora — disse o atleta da Nova União, que fez toda a preparação no Rio de Janeiro: — Foi um desafio muito grande. Além de aceitar, tive que convencer meus amigos a me ajudarem. Estava todo mundo trancado. Selecionei quatro pessoas, amigos meus de treino, para me acompanharem no treinamento. Eles compraram essa briga, me ajudaram muito.

Deixar o Brasil rumo aos Emirados Árabes Unidos foi outra missão, incluindo novos períodos de isolamento social para garantir a segurança de todos os envolvidos.

— Foram 48 horas trancado, fazendo teste, para depois poder viajar. Lá em Abu Dhabi, a gente chegou e ficou mais 48 horas trancado. Foi uma organização muito grande do UFC, para que todo mundo ali tivesse saudável. E, ao mesmo tempo, uma coisa muito nova. Não estamos acostumados com isso de ficar trancado. Ainda mais a gente, que tem que perder muito peso. É muito complicado ter que se virar sozinho, sem sua equipe — comentou o lutador, especialista em jiu-jitsu.

Léo Santos não entrava no octógono do UFC desde junho de 2019, quando nocauteou o escocês Stevie Ray no primeiro round, em Estocolmo, e teve sua performance escolhida como a melhor da noite. Desta vez, precisou de três rounds para superar Roman Bogatov, vencendo por decisão unânime dos árbitros.

Atualmente, o cinturão da categoria peso-leve pertence interinamente ao estados unidense Justin Gaethje. A unificação está prevista para o dia 19 de setembro, data do confronto com o russo Khabib Nurmagomedov. De volta a Campos, Léo Santos não tem no momento uma perspectiva, mas ainda sonha com o título mundial:

— É difícil dizer. A gente não sabe como os caras pensam. Antigamente, quanto mais vitórias você tinha, mais perto estava do cinturão. Hoje em dia, está meio complicado. Há a ideia de (priorizar) quem vende mais, quem fala mais besteira. Esse não é muito meu perfil. Então, não sei quando vou ter uma oportunidade de lutar pelo cinturão.

Brasil ostenta atualmente três cinturões
Royce Gracie, Marco Ruas, Junior Cigano, Fabrício Werdum, Vitor Belfort, Lyoto Machida, Maurício Shogun, Murilo Bustamante, Rafael dos Anjos, Renan Barão, José Aldo e, especialmente, Anderson Silva foram alguns dos nomes que projetaram o Brasil como potência mundial das artes marciais mistas (MMA, em inglês). Nos últimos anos, contudo, novos lutadores despontaram e já integram a lista dos campeões.

Aos 32 anos, Deiveson Figueiredo conquistou no sábado (18) o título peso-mosca (-57kg) do UFC, desbancando o estadunidense Joseph Benavidez. Amanda Nunes, também com 32 anos, é a dona dos cinturões pesos-galo (-61kg) e pena (-66kg).

— Os dois são excelentes lutadores, têm bastante experiência — avaliou Léo Santos: — No feminino, temos chance de conseguir mais cinturões. (No masculino), tem o José Aldo, que perdeu agora uma disputa de cinturão, mas acredito que, fazendo duas ou três lutas, volte a disputar novamente. Tem o Gilbert Durinho (-77kg) com grande chance de cinturão, o Paulo Borrachinha (-84kg) vai lutar também, em setembro. Não tem como o Brasil não estar entre os melhores. Sempre que há oportunidade, a gente está chegando lá e lutando. No dá para garantir a vitória, mas sempre estamos entre os melhores do mundo.

Recentemente, Cris Cyborg (-66kg) e Jéssica Bate-Estaca (-52kg) chegaram a ser detentoras dos cinturões de suas categorias.

Fonte: MATHEUS BERRIEL - Folha da Manhã

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