Lara Puglia Teixeira nasceu em Campos dos Goytacazes, em 26 de novembro de 1987, se destacou como uma atleta olímpica do nado sincronizado. Participou ao lado de Nayara Figueira dos Jogos de Pequim 2008 acabando a competição de duetos em 13º lugar. Integrou a delegação nacional na disputa os Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México. Em 2012, participou dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, também ao lado de Nayara Figueira, e repetiram a 13ª colocação.
A atleta competiu em sua terceira Olimpíada nos Jogos do Rio 2016 pela categoria por equipes – na primeira vez que a equipe do Brasil esteve nas Olimpíadas, ficando em 6º lugar. Lara é quatro vezes finalista em Mundiais, 13ª colocada nos Jogos de Pequim e Londres, tetracampeã sul-americana e nada menos que 50 vezes campeã Brasileira.
Depois das Olimpíadas de 2016, Lara se aposentou como atleta e passou a ser técnica de alta performance. Atualmente ela mora nos Estados Unidos, e foi de lá que ela conversou com nossa equipe, fazendo um resumo da vida dela.
"Meus pais, minha família é toda de Campos. Eu também nasci em Campos, mas sai de minha cidade natal bem pequenininha. Nós nos mudamos para o Rio de Janeiro, especificamente para o bairro da Tijuca e eu comecei a praticar esporte no Tijuca Tênis Clube. Meus pais trabalhavam muito, minha irmã e eu ficávamos praticamente a tarde inteira no clube fazendo vários esportes. Eu fazia natação, ballet, ginástica rítmica e artística. Eu já estava bem avançada na natação e sempre ficava admirando o nado artístico. Perguntaram ao meus meus pais se poderiam me federar na natação. E ali a gente decidiu, eu pedi para tentar o nado artístico que era quando já tinha passado todos os níveis da natação, então comecei com oito anos, foi paixão à primeira vista, realmente entrei de vez no esporte. Foi bem bacana, um início bem gostoso assim, eu queria muito brincar bastante tudo muito lúdico, com a música, com interpretação, as cambalhotas era muito divertido e me apaixonei pelo esporte ali.
Até hoje trabalho com isso, sou técnica da seleção dos Estados Unidos e gerente de alta performance aqui do programa. Então depois que eu entrei na minha primeira seleção, quando eu tinha 13 anos, eu fui para o meu primeiro sul-americano juvenil. Fiquei em primeiro lugar já tendo vários desafios, pela Seleção Brasileira foi muito incrível, momento muito marcante mesmo. Quando eu representei a nação pela primeira vez então, muito gostoso foi lá na Colômbia essa competição. Logo em seguida, eu todo ano eu tentava seletiva e me classificava para entrar na equipe da seleção.
Além dos mundiais e juniores, eu tive o meu primeiro pan-americano que foi no Rio de Janeiro foi muito incrível competir em casa todos os meus familiares e amigos estavam lá no Maria Lenk Maria, que estava recém-inaugurado.
A cidade que eu estava representando, o meu país então foi muito marcante e a gente já segurou o bronze no dueto e na logo após já estava classificada, decidindo quem ia ser minha parceira para Olimpíadas de Beijing de Pequim-2008. E essa foi minha primeira participação olímpica bem nervosa, bem jovem. Eu tinha 19 anos e a minha competição foi foi bem dura. Eu acho que olhando para trás agora, eu acho que eu não estava preparada emocionalmente. Mas foi muito que eu tirei de experiência dessa competição competição, juntamente com a Nayara Figueira, minha parceira.
Enfim, eu achei que eu não tinha dado o meu melhor eu decidi mudar para São Paulo onde comecei a preparação do novo quadriênio para Londres e já estávamos selecionados como dueto. Então a gente treinou forte para a Olimpíada em 2012 e nesse meio tempo participamos de dois mundiais e o Mundial de Roma em 2009 outro importante campeonato para gente e o pan-americano de 2011, Guadalajara que também conqustamos o bronze que foi uma competição bem tensa para gente na casa das mexicanas e elas estavam querendo muito aquela medalha, mas a gente conseguiu entrar no pódio.
Foi um período muito bom e logo em seguida fomos para a olimpíada de 2012. Estava no pico da minha performance física e mental, nós estávamos muito preparados, quatro anos competindo. Ficamos em terceiro 0.2 atrás das coreanas. E como eu costumo falar, eu não culpo terceiros. Eu gosto de internalizar e pensar, o que que eu poderia ter feito melhor? Eu acho que não poderia ter feito mais nada. Decidi ficar fora da seleção durante um ano e meio fui para a área de marketing.
Fiz administração como faculdade então para mim foi uma outra visão sem ser atleta, eu ainda estava treinando pelo Paineiras do Morumbi, que era o meu clube na época. Então eu não parei completamente, mas dá alta performance me afastei e foi quando começou a bater Rio 2016 na minha porta e eu nos campeonatos brasileiros ainda ganhava de muita gente, sabia que eu tinha muito para dar e aquele gostinho de querer entrar na final Olímpica e obviamente fazer minha última competição alta performance em casa, então decidi voltar em 2015, voltei para a seleção no final de 2014. Fomos para Toronto, que não foi uma campanha muito boa, porém foi bem forte para o mundial.
No ano seguinte, 2016 em casa aquela arquibancada lotada quando eu contei para as meninas para entrar no deck, eu tinha que gritar porque se não elas não iam me escutar, de tanto barulho que a torcida fazia. Foi muito bom, a gente ficou muito satisfeita com as notas com o resultado ficou sensacional. Sexta do mundo nós fomos sexta do mundo em casa em Rio 2016, então foi realmente fechar com chave de ouro a minha carreira até mencionado, falando para você, após as Olimpíadas, recebi uma proposta de ir para Nova Zelândia comandar a equipe da Nova Zelândia, a seleção Nacional, me mudei com meu marido. Fui trabalhar, três anos de muita experiência, muito bom ter uma visão de fora da piscina. Cresci muito como pessoa, eu criei lá um programa interessante, afinal lá eles não tinham um programa de alta performance então foi praticamente do zero.
2017 na Hungria com Dueto e 2019 eu levei a equipe inteira da Nova Zelândia para o mundial que foi um desafio também muito, muito incrível. Com essa minha campanha, eu fui convidada para o Estados Unidos, trabalhar como gerente da alta performance da seleção nacional e ser uma das técnicas da seleção. Então é isso meu resumo, 21 anos como atleta. Agora estou no quarto ano como técnica e primeiro ano como gerente de alta performance.
Estou muito feliz, muito realizada mesmo. Nosso foco aqui no Estados Unidos é crescer com a equipe levar a equipe até o pódio em Los Angeles 2028, é o principal foco do programa e a gente está trabalhando muito. De vez em quando eu falo com vários atletas ainda amigos meus, que ainda estão nadando. Eu tenho um contato muito bacana com o nado artístico aí no Brasil e quem sabe, futuramente um dia retornar. Talvez numa posição de gestão, mas nesse momento eu estou realizando o segundo sonho profissional que é trabalhar com gestão deportiva" - destacou Lara.
Inicio
Iniciou no esporte aos 4 anos fazendo natação, ginástica olímpica e ballet, pelo Tijuca Tênis Clube. Ingressou no nado sincronizado aos 8 anos, onde após 2 meses de escolinha foi convidada a fazer parte da equipe infantil. Nessa categoria subiu ao podium ora com medalha de ouro ora com prata, nas modalidades equipe e dueto.
2007 e Seleção Brasileira
O ano de 2007 trouxe muitas conquistas para Lara. Ela participou dos Jogos Pan-americanos Rio 2007 onde conseguiu a medalha de bronze tanto em Equipe, como no Dueto. Através do Pan que Lara Teixeira ganhou do Comitê Olímpico Brasileiro, COB, seu primeiro Prêmio Brasil Olímpico.
Além do Pan e da premiação, a atleta participou de outra competição que considera um marco em sua vida: o Mundial de Melbourne, Austrália. Lá, a atleta obteve com a equipe a melhor colocação da história do nado brasileiro em mundiais. Além disso, Lara foi a única nadadora que competiu as quatro provas da modalidade, somando um total de 11 coreografias.
Pequim 2008
Em 2008, com 21 anos participou das Olimpíadas de Pequim onde, com o Dueto, conseguiu a 13ª colocação em sua modalidade. Foi através dos Jogos Olímpicos de Pequim que a atleta conquistou pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Brasil Olímpico, sendo eleita a atleta do ano na modalidade.
Em 2009, a atleta deixou o Rio de Janeiro para treinar pelo dueto com Nayara Figueira em São Paulo, com o objetivo de se classificar novamente para as Olimpíadas, dessa vez em Londres em 2012.
Porém, ainda no Rio, Lara começou a por em prática seu projeto de difusão do nado sincronizado pelo Brasil, através das escolinhas Lara Teixeira para crianças. Nesta iniciativa, a nadadora conta com a ajuda de professoras escolhidas especialmente por ela para aplicar o seu método exclusivo de ensino nas aulas. O primeiro objetivo que ela pretende alcançar com essa idéia é aumentar o número de esportistas dessa modalidade.
Fase no exterior
Em maio do mesmo ano, Lara seguiu para a América do Norte para disputar os campeonatos Americano e Canadense com a parceira de dueto Nayara Figueira. Nos EUA, conseguiu colocação de honra e no Canadá conseguiu três medalhas de ouro inéditas.
Os bons resultados na América do Norte fizeram com que o dueto reformulasse sua coreografia para o Mundial de Roma, em julho do mesmo ano. No Mundial, a dupla conseguiu a inédita décima colocação no dueto técnico e a 11ª colocação no dueto livre.
Rio 2016
Lara competiu nos Jogos Olímpicos de 2016, com a equipe ela ficou em 6º lugar com 171.9985 pts.