Treino de kitesurf termina com susto em Grussaí e jovem atleta é resgatado pelo primo de 10 anos

Rompimento de uma das linhas do kite deixou Vittinho à deriva em alto-mar. O atleta foi resgatado pelo primo, Luccas Filho, de apenas 10 anos, antes da chegada das equipes de salvamento

Esportes Aquáticos 29 de julho de 2026 às 23h30
Granger Ferreira / GFEsportes.com.br

Um treinamento de rotina do jovem atleta de kitesurf Vittor Maciel Filho, conhecido como Vittinho, terminou em um grande susto no início da tarde desta quarta-feira (29), na Praia de Grussaí, em São João da Barra. O esportista ficou à deriva em alto-mar após o rompimento de uma das linhas do kite e precisou ser resgatado pelo primo, Luccas Filho, de apenas 10 anos.

De acordo com o pai do atleta, Vittor Maciel, a falha no equipamento ocorreu durante o treinamento, impedindo Vittinho de retornar navegando até a faixa de areia. O jovem permaneceu aguardando ajuda em uma área distante da praia.

O primeiro a chegar até ele foi o primo Luccas, que utilizou o próprio kite para alcançar o atleta e rebocá-lo até a praia. Além de garantir o retorno em segurança, o menino também evitou que o equipamento afundasse, já que o kite já estava cheio de água.

"Isso acontece, já aconteceu outras vezes, mas não tão longe da praia. Meu primo foi fundamental, principalmente para salvar o meu kite, que já estava cheio d'água e indo para o fundo. No final, deu tudo certo", relatou Vittinho.

Durante a ocorrência, equipes de guarda-vidas chegaram a ser acionadas e foi solicitado apoio de outro posto. Uma moto aquática foi mobilizada para o atendimento, mas não precisou ser utilizada, já que Vittinho e Luccas conseguiram retornar à praia antes da chegada do resgate.

Segundo o pai do atleta, Vittinho treinava utilizando todos os equipamentos de segurança necessários, incluindo colete salva-vidas, e estava preparado para lidar com esse tipo de situação. No entanto, ele lamentou a falta de estrutura oferecida aos atletas de alto rendimento no Brasil.

"Vittinho está preparado para esse tipo de situação e só treina devidamente equipado com colete. É o tipo de ocorrência que acontece todos os dias com atletas de todo lugar do mundo. A diferença é que, em outros países, um atleta de alto rendimento de uma classe olímpica de vela tem todo o suporte para treinar, como boias de percurso e bote de apoio com treinador na água. Nós não temos esse tipo de suporte no Brasil. Não é um problema exclusivo de São João da Barra, é uma dificuldade enfrentada por atletas de todo o país", afirmou.

Apesar do susto, o incidente terminou sem feridos. A rápida ação de Luccas Filho foi decisiva para o resgate do primo e para evitar a perda do equipamento, encerrando o episódio com um final feliz.

Fonte: GF ESPORTE
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