O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, abriu o jogo sobre a montagem do elenco para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista exclusiva ao narrador Galvão Bueno, exibida nesta segunda-feira (23) no programa "Galvão F.C", do SBT, o comandante italiano avaliou o momento da equipe, destacou setores que ainda geram preocupação e confirmou que a lista final para o Mundial está praticamente fechada.
Durante a conversa, Ancelotti foi direto ao apontar qual é a maior dificuldade tática que enfrenta atualmente na Seleção. O treinador destacou que a carência nas laterais contrasta com o passado glorioso do futebol brasileiro na posição, que sempre contou com nomes que foram unanimidade mundial.
— Todo mundo sabe: estão faltando laterais. O Brasil sempre teve laterais fantásticos. Não preciso nem falar de Cafu, Marcelo. Agora há um pouco de carência. Temos muitos jovens. Mas tem um pouco de carência aí — analisou o técnico italiano.
Apesar do cenário desafiador, o comandante fez questão de elogiar o desenvolvimento de Wesley, lateral-direito revelado pelo Flamengo e que atualmente defende a Roma.
— Mas temos jogadores. Um jovem, Wesley. Ele está indo muito bem na Roma. Então, do restante da equipe eu estou contente — ressaltou.
Para a atual Data Fifa, Ancelotti convocou Wesley para a direita, além de Douglas Santos, do Zenit, e Kaiki, do Cruzeiro, para a esquerda. O jogador do clube mineiro, inclusive, foi chamado de última hora para substituir Alex Sandro, do Flamengo, cortado por lesão.
Reta final de preparação e o fator Neymar
A definição do grupo que viajará para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá também foi pauta da entrevista. Galvão Bueno questionou o treinador com base em uma matemática clara: a Seleção já teria 18 nomes garantidos, além de três peças de confiança que estão machucadas no momento (Éder Militão, Bruno Guimarães e Estêvão).
O narrador, então, incluiu Neymar na equação, perguntando se, caso o camisa 10 convença o técnico, restariam apenas quatro vagas no elenco. Ancelotti confirmou o raciocínio e admitiu que a disputa final será acirrada.
— Sim, quatro vagas, que aí neste sentido temos muita dúvida — cravou Ancelotti, deixando em aberto a corrida pelas últimas oportunidades na convocação definitiva.
Próximos testes nos Estados Unidos
Com a base do time consolidada e poucas vagas em aberto, o Brasil entra em campo para dois amistosos de peso em solo norte-americano nesta janela internacional. O primeiro desafio será um clássico mundial contra a França, na próxima quinta-feira (26), às 17h, pelo horário de Brasília. Na sequência, a Seleção Brasileira medirá forças contra a Croácia, na terça-feira (31), às 21h.