Entre os quatro classificados para as semifinais da Copa do Mundo, a Argentina passou muito mais tempo em campo do que os rivais até aqui. É a única, aliás, que superou 6 horas em ação. Tudo por conta das duas prorrogações, na segunda fase e nas quartas, e do drama dos acréscimos contra o Egito.
Curiosamente, teve o caminho em tese mais fácil, por não ter enfrentado nenhuma seleção ranqueada entre as 15 melhores nas seis partidas até então. Foi a primeira vez que isso aconteceu na história da competição. O sorteio dos grupos colocou Argélia (28°), Áustria (24°) e Jordânia (63°) na rota albiceleste. Na sequência, a surpresa Cabo Verde (67°), o Egito (29°) e a Suíça (19°).
Agora, a situação é diferente. O time de Messi terá pela frente, às 16h de quarta-feira, a Inglaterra, quarta colocada no ranking da Fifa e que conta com craques como Bellingham e Kane. Os europeus são o segundo em minutos jogados, seguidos pela Espanha e pela França, que disputam a outra semifinal, na terça.
O técnico Lionel Scaloni citou o desgaste físico e emocional como um componente importante na reta final da Copa. E admitiu que a Argentina teve muitos problemas para suportar as dificuldades contra a Suíça.

"Contra Egito e Cabo Verde jogamos até o final e tentamos de tudo, mas desta vez (contra a Suíça) sofremos. Claro, também que o rival joga, te estuda… eles jogaram 120 minutos (contra a Colômbia), mas conseguiram manter-se bem. E agora conta muito o físico, nesta parte em diante conta muito. Vamos descansar e nos recuperar para estarmos prontos", disse.
Messi e companhia não conseguiram se impor sobre os europeus, mesmo com um jogador a mais nos últimos 20 minutos. Já na prorrogação, o trabalho foi facilitado porque o rival abdicou de atacar, na tentativa de levar a partida para os pênaltis. No fim, 3 a 1 e mais uma noite de alívio.
Tempo em campo no mata-mata:
Argentina: 6 horas, 5 minutos
Inglaterra: 5 horas, 26 minutos
Espanha: 4 horas, 45 minutos
França: 4 horas, 42 minutos