A Copa do Brasil 2026 começa nesta terça-feira (17) já impondo um desafio além das quatro linhas: as longas viagens. Com clubes de todas as regiões do país, a primeira fase da competição exige verdadeiras maratonas logísticas, com deslocamentos que cruzam o território nacional e colocam à prova o planejamento das equipes.
O caso mais emblemático é o do Madureira, que terá que percorrer impressionantes 5.027 quilômetros até Boa Vista, em Roraima, onde enfrenta o Baré. A delegação deixa o Rio de Janeiro e atravessa praticamente todo o país até chegar ao extremo Norte. A viagem inclui conexões aéreas e deslocamentos terrestres, podendo ultrapassar dez horas de trajeto total até o destino final.
Outro clube que enfrentará um grande deslocamento é o Primavera, de Indaiatuba, no interior de São Paulo. A equipe viajará até Araguaína, no Tocantins, em um percurso de aproximadamente 1.800 quilômetros. O trajeto também exige logística complexa, com voos e deslocamentos internos até o local da partida.
O IAPE, do Maranhão, também terá uma longa jornada pela frente. O clube deixará São Luís rumo a Rio do Sul, em Santa Catarina, para enfrentar o Santa Catarina. A distância entre as cidades é de cerca de 3.300 quilômetros, cruzando diferentes regiões do país em uma das viagens mais exigentes desta fase inicial.
Já o Velo Clube, de Rio Claro, interior paulista, terá um dos desafios mais extremos da rodada. A equipe seguirá até Rio Branco, no Acre, onde enfrenta o Vasco-AC. A distância entre as cidades é de aproximadamente 3.600 quilômetros, exigindo uma logística detalhada para garantir a chegada em condições adequadas para o confronto.
COPA DO BRASIL
As longas viagens são uma marca tradicional da Copa do Brasil e reforçam o caráter nacional da competição. Com jogos únicos na primeira fase, os clubes precisam superar não apenas os adversários, mas também o desgaste físico e os desafios logísticos impostos pelas grandes distâncias.