Mais uma Copa do Mundo chegou ao fim com a certeza de que a Seleção Brasileira passou longe de seus tempos áureos. A eliminação para a Noruega nas oitavas de final levará a Canarinho ao jejum inédito de 28 anos sem título mundial, com o último conquistado em 2002.
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Nos Estados Unidos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti empatou com Marrocos e venceu Haiti, Escócia e Japão até a eliminação com derrota por 2 a 1 para os noruegueses. O resultado representou a pior campanha brasileira em Mundiais desde 1990, quando caiu para a Argentina nas oitavas.
Além da campanha desastrosa, a participação brasileira no Mundial gera preocupações pelo roteiro semelhante aos vistos em 2022 e 2018, ambas com eliminações nas quartas. Mais uma vez, a falta de conexão dos jogadores com a Seleção e com o torcedor foram um retrato da campanha.
Enquanto argentinos e ingleses, por exemplo, valorizavam o torcedor durante as comemorações, os jogadores brasileiros demoraram até mesmo para começar a atender aos fãs nos hotéis.
O comportamento só começou a mudar após Marquinhos chamar a atenção dos companheiros na chegada a Cleveland para amistoso contra o Egito. Antes disso, torcedores brasileiros e de Nova Jersey pouco contato tiveram com os ídolos.
Esse distanciamento com a emoção do brasileiro também foi visto dentro de campo. Mesmo com a derrota por 2 a 0 no placar, a apatia era nítida nos jogadores, que praticamente não davam combate para tentar desarmar os europeus.
Mesmo assim, a Seleção Brasileira ainda diminuiu com gol em cobrança de pênalti de Neymar, já nos acréscimos do segundo tempo. Apesar da pouca relevância do gol no placar, o camisa 10 provocou o goleiro Orjan Nyland após balançar a rede.
Junto ao comportamento passivo dos jogadores, o torcedor brasileiro vive questionamentos quanto ao trabalho de Carlo Ancelotti. Multicampeão no futebol europeu, o treinador tomou decisões controversas ao longo de seu período à frente da equipe.
Na eliminação para Noruega, as apostas nos antes deixados de lado Neymar e Endrick foram decisões que reforçaram a falta de critério no trabalho de Ancelotti, que antes do Mundial renovou contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030.
Por outro lado, alguns poucos pontos positivos podem ser tirados para o próximo ciclo. Com o fim da geração de Neymar, Casemiro, Danilo e Alex Sandro, uma nova leva de craques apareceu mostrando personalidade com a Amarelinha.
O principal expoente da próxima safra é Endrick. Embora não tenha correspondido totalmente às expectativas criadas nos amistosos, o garoto revelado pelo Palmeiras mostrou personalidade de não se esconder do jogo, independentemente de momentos bons ou ruins.
Espera-se, porém, que o craque não perca a conexão com o torcedor conforme siga sua carreira na Europa, assim como aconteceu com companheiros de amarelinha. No Velho Continente desde julho de 2024, o atacante já atuou por Real Madrid, da Espanha, e Lyon, da França, desde que saiu do Palmeiras.
Outro nome que também empolga pensando em 2030 é Rayan. Antes sequer cotado para a convocação, o atacante revelado pelo Vasco da Gama assumiu a titularidade com a lesão de Raphinha e foi um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo.
As críticas para o garoto, porém, ficaram pela falta de ofensividade em alguns momentos, muito impedida pela necessidade de apoiar Danilo na marcação. Além da dupla, o Brasil tem Estêvão como destaque da nova geração, apesar de o atacante do Chelsea ter ficado fora do Mundial por causa de uma lesão.