O técnico da seleção brasileira, Dorival Júnior, vem preparando uma série de mudanças para os próximos jogos da equipe nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. As principais alterações foram testadas nos treinos mais recentes, especialmente após desfalques de peso, como os cortes de Vinícius Júnior, Militão, e Alisson, que impactaram diretamente nas escolhas táticas e na escalação da seleção.
Desafios da seleção brasileira nas Eliminatórias
O Brasil enfrentará o Chile e o Peru nas próximas rodadas das Eliminatórias, confrontos considerados cruciais para a equipe que busca garantir sua vaga no Mundial de 2026. Contudo, a equipe de Dorival não contará com alguns dos seus principais jogadores, o que tem forçado o treinador a testar novas formações e dar oportunidade a nomes que não eram figuras certas na equipe titular até o momento.

Entre os destaques das mudanças, está Igor Jesus, atacante do Botafogo, que vem sendo testado como o “camisa 9” da seleção. A ausência de Vini Jr, que foi cortado da equipe devido a lesão, abriu espaço para que o jovem jogador fosse observado mais de perto, ganhando a chance de mostrar seu potencial logo na sua primeira convocação. A possibilidade de Igor Jesus estrear como titular em um jogo importante das Eliminatórias está gerando expectativas, visto que ele tem se destacado no cenário nacional pelo clube carioca.
A nova formação tática
No primeiro treino com o grupo completo, Dorival Júnior esboçou uma formação que trouxe algumas surpresas. A principal mudança foi no setor ofensivo, com Igor Jesus ocupando a posição de centroavante. A decisão de utilizar o jovem jogador no comando de ataque revela a busca do treinador por opções ofensivas mais eficientes e que possam suprir as recentes ausências. A seleção brasileira deve contar com Rodrygo como o principal articulador, ocupando o papel de criador das jogadas, enquanto Savinho e Raphinha completam o trio ofensivo pelos lados do campo.

A defesa, por sua vez, também passará por ajustes devido aos cortes. No gol, Ederson assume a vaga de Alisson, enquanto na zaga Marquinhos e Gabriel Magalhães devem ser os titulares. Abner, do Real Betis, é outra novidade na lateral-esquerda, sendo observado como uma alternativa ao experiente Alex Telles.
No meio-campo, a ausência de Bruno Guimarães abre espaço para que Lucas Paquetá seja recuado para atuar como volante ao lado de André. Paquetá, que tem características tanto defensivas quanto ofensivas, é visto como uma peça versátil que pode contribuir para dar equilíbrio à equipe. Essa alteração visa reforçar o setor defensivo sem perder a capacidade de criação no meio.
Impactos dos desfalques e expectativas
Os desfalques inesperados obrigaram Dorival Júnior a tomar decisões importantes e, ao mesmo tempo, arriscadas, principalmente pela inexperiência de alguns dos jogadores testados. Igor Jesus, por exemplo, é uma aposta que pode dar certo, mas sua falta de rodagem em jogos internacionais pode ser um fator de risco. No entanto, o treinador tem demonstrado confiança na capacidade do jovem de desempenhar um bom papel no comando do ataque.

Outro jogador que será observado de perto é Savinho, que também pode ganhar espaço com a ausência de Vinícius Júnior. A posição de ponta-esquerda será uma disputa acirrada entre Savinho e Gabriel Martinelli, sendo que ambos têm condições de ocupar o lugar deixado pelo astro do Real Madrid.
Além disso, a lateral-esquerda continua sendo um ponto de interrogação. Abner, que vem de boas atuações no futebol europeu, tem impressionado nos treinos, mas Alex Telles traz experiência e pode ser a escolha final para o confronto contra o Chile. O treinador ainda não definiu se manterá Abner como titular ou se optará por uma formação mais experiente.

Possível escalação para os próximos jogos
Com base nos treinos e nas últimas atividades táticas, a seleção brasileira pode entrar em campo com a seguinte formação:
Goleiro: Ederson
Defensores: Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Abner (ou Alex Telles)
Meio-campistas: André, Lucas Paquetá, Rodrygo
Atacantes: Savinho, Raphinha, Igor Jesus
Essa escalação reflete tanto a necessidade de adaptação aos desfalques quanto a busca por novas soluções táticas para a equipe, que precisa mostrar um futebol convincente nas Eliminatórias.
Cronologia dos fatos
Convocação e preparação: A convocação de Dorival Júnior trouxe algumas surpresas, como a presença de Igor Jesus e Savinho. A preparação começou em São Paulo, onde o treinador reuniu o elenco para os primeiros treinos.

Desfalques de última hora: Poucos dias antes da Data-Fifa, foram confirmados os cortes de Vinícius Júnior, Militão, Bremer, e Alisson, todos por motivos físicos, forçando Dorival a rever sua estratégia.
Treinos decisivos: Nos últimos treinos antes da partida contra o Chile, Dorival testou Igor Jesus como titular no ataque e promoveu mudanças no meio-campo, com Paquetá recuado e Rodrygo como armador.
Definição da defesa: A ausência de Arana e Militão trouxe a necessidade de reformular a defesa, com Abner ganhando destaque na lateral-esquerda e a dupla Marquinhos e Gabriel Magalhães formada na zaga.
Expectativas para o confronto: A nova formação da seleção deve ser testada contra o Chile, em um jogo decisivo para as pretensões brasileiras nas Eliminatórias da Copa de 2026.

Perspectivas futuras
As mudanças táticas de Dorival Júnior são vistas como necessárias diante das circunstâncias, mas também carregam expectativas de um novo estilo de jogo para a seleção. A aposta em jovens talentos, como Igor Jesus e Savinho, pode ser uma forma de renovação do elenco, enquanto jogadores experientes como Paquetá e Marquinhos trazem estabilidade.
O desempenho da seleção nesses próximos jogos será um termômetro importante para avaliar as escolhas do treinador. Caso as apostas se mostrem eficazes, Dorival poderá ter encontrado soluções para os problemas causados pelos desfalques. No entanto, se os resultados não vierem, novas mudanças poderão ser necessárias.

A seleção brasileira se encontra em um momento de transição e adaptação, com Dorival Júnior implementando alterações significativas tanto na tática quanto na escalação. O teste de Igor Jesus como titular e a reformulação do meio-campo são exemplos claros da tentativa do treinador de construir uma equipe competitiva mesmo diante de adversidades. Os próximos jogos das Eliminatórias serão decisivos não apenas para a classificação do Brasil, mas também para consolidar as escolhas de Dorival no comando da equipe.