PAPO COM DUTRA: Terminou na Vila Belmiro

Futebol 20 de abril de 2026 às 08h33
Granger Ferreira / GFEsportes.com.br

 Santos 2 x 3 Fluminense. E, a partir de hoje — não sei até quando — ficam duas certezas: o torcedor tricolor não vai gritar “time sem vergonha” por algum tempo, e os jornalistas e “amantes” de Neymar darão uma trégua no coro para colocá-lo na lista de Carlo Ancelotti… pelo menos até o próximo jogo do Peixe.

O Fluminense ganhou com o que se cobra de um time grande: garra, força e vontade de vencer. Já o Santos até mostrou alguma coisa enquanto teve fôlego. O problema é justamente esse — o fôlego. É um time desgastado física e tecnicamente, que não sustenta dois tempos de um jogo corrido, cheio de mudanças no placar e no domínio.

Se Neymar pouco apareceu, Gabriel Barbosa, o Gabigol, enquanto teve pernas, fez de tudo: correu, marcou, deu passe, brigou, reclamou — e, claro, levou seu amarelo de praxe. Foi, para mim, o melhor do Santos, ao lado de Barreal, que fez o segundo gol após passe do camisa 9.

No fim, vitória justa do Fluminense — com uma pitada de crueldade. Não faz sentido um segundo tempo com 52 minutos para um time visivelmente sem condições físicas. O próprio Neymar, camisa 10, não parecia ter perna nem para um tempo inteiro sem acréscimos.

Neymar tem que ir para a Seleção? Pergunte ao torcedor do Santos, que vaiou o craque no apito final.

Fonte: Adilson Dutra (adilson.dutra@gmail.com)
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