Todo dia olímpico em Milão-Cortina é digno de grandes histórias e feitos. Mas tem um personagem tem tudo para ser o grande nome dos Jogos Olímpicos de Inverno de todos os tempos. A já lenda norueguesa, Johannes Klaebo, conquistou seu sexto ouro em três edições que participou e pode ser o maior campeão. Além disso, Estados Unidos começou a corrida no quadro atrás do país nórdico sem sua lenda no Downhill. Teve austríaco se tornando bicampeão de snowboard e recorde olímpico novamente na patinação de velocidade.
Lenda viva e competindo… ou não
Individualmente, o domingo (08) trouxe como grande destaque Johannes Høsflot Klæbo. A lenda norueguesa chegou a Milão-Cortina com cinco ouros entre PyeongChang-2018 e Pequim-2022 no esqui cross-country. Assim, a prova que aumentou a contagem do atleta foi o esquiatlo masculino (10 km clássico + 10 km livre).
Na edição de 2026, o esquiador pode ultrapassar sua compatriota, outra lenda norueguesa, Marit Bjoergen, da mesma modalidade. Marit tem 15 pódios (8 ouros, 4 pratas e 3 bronzes) e Johannes somou seu sexto ouro, são 8 pódios (6 ouros, 1 prata e 1 bronze). E ainda vai ter mais cinco provas na neve italiana para ser o maior campeão olímpico de inverno.
Por outro lado, quem não estava no quadro de medalhas e promete ter uma disputa ferrenha com a Noruega é os Estados Unidos. Nesse segundo dia, finalmente, o país passou a figurar com a vitória de Breezy Johnson no Downhill feminino do esqui alpino. De maneira inconsequente, uma outra lenda americana no esporte, Lindsay Vonn tentou competir mesmo com a lesão de ligamento do joelho esquerdo. Não teve jeito, imagens fortes mostraram ao vivo a esquiadora caindo e sendo carregada de helicóptero até o hospital. Felizmente, as notícias que vieram no final dia, trouxe um pouco mais de tranquilidade, ao saber que a atleta dos Estados Unidos passou por cirurgia e tem quadro estável.
Mais conquistas
Talvez, Benjamin Karl não se compare à lenda norueguesa Johannes, mas o seu feito também merece exaltação. Ao 40 anos, o austríaco conquistou o bicampeonato no Slalom Gigante paralelo do snowboard. E quase que o país gabarita a prova nos dois gêneros, afinal Sabine Payer chegou na decisão, porém o ouro foi para Zuzana Maderova, da Tchéquia.
Um país que vale a pena ficar de olho em seu desempenho é a França, que será o país sede da próxima edição, em 2030. Desse modo, seu primeiro ouro veio no Revezamento Misto 4x 6km do biatlo. Outra que sempre é uma potência e começou a medalhar é a Alemanha. Max Langenhan foi o responsável pelo primeiro ouro germânico, com direito a recorde no luge individual masculino.
Mais uma marca quebrada na patinação em velocidade pista longa. O recordista mundial nos 5000m, Sander Eitrem, estraçalhou em quase cinco segundos o recorde que era de Pequim-2022. A Noruega, muito forte na neve, está mostrando força também em provas do gelo.
Por fim, Ilia Manilin falhou na execução do Quádruplo Lutz e outras apresentações incríveis na patinação artística. Ilia pode ainda não ter executado o Quádruplo Axel, mas sua apresentação foi o suficiente para assegurar o ouro por equipes para os Estados Unidos. Dessa maneira, os americanos confirmaram o favoritismo e alcançaram o segundo posto no quadro de medalhas, com seu segundo pódio dourado.